Túnel, fuga, Presídio Central, Porto Alegre, quadrilha
Foto: Denarc

Uma mão de obra de meses e uma obra de engenharia perfeita permitiriam que cerca de 1.000 presos fugissem do Presídio Central de Porto Alegre. A saída em massa aconteceria durante o feriado de Carnaval, na próxima semana; mas foi frustrada na manhã desta quarta-feira pela Polícia Civil Gaúcha.

O delegado Mario Souza, do Denarc, publicou em seu Facebook que o túnel tem cerca de 50 metros, com iluminação, ventiladores e sistema de ar. Ele partia de uma casa nas proximidades do Presídio (na Rua Jorge Luís Domingues, no bairro Aparício Borges), que dava aspectos de passar por reforma. A polícia estima que somando a mão de obra, materiais empregados e a aquisição da residência, a quadrilha já investiu cerca de R$ 1 milhão na obra.

Todavia, como a aparência do local não alterava e o trabalho não parava dia e noite, a Polícia passou a suspeitar. Não foi revelado se escutas telefônicas ou uma delação ajudou na investigação. No local,oito pessoas (sete homens e uma mulher) foram presos trabalhando no túnel. Uma facção criminosa responsável pelo túnel cobrava valores de criminosos, inclusive ligados a outros grupos criminosos para que também fugissem.

Nas paredes e no teto do túnel foram colocadas estacas para evitar o desmoronamento. Os criminosos também usaram ventiladores e lâmpadas para reduzir o calor e possibilitar a visualização dentro do buraco.

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