Professores, alunos e funcionários da Escola Jorge Guilherme Moojen estiveram no ato contra medidas do governo, junto de representantes de várias outras instituições

magistério. Contra propostas do Governo do Estado, manifestantes se concentraram na Praça Rui Barbosa

Marcada por muita emoção, manifestação a favor da educação reuniu professores, alunos e pais de estudantes na tarde desta quarta-feira, 20, na Praça Rui Barbosa. O ato chamou a atenção da população montenegrina no terceiro dia de greve das escolas estaduais. A paralisação é uma resposta dos educadores após a divulgação do pacote de medidas encaminhadas pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, ao Legislativo Estadual.

Na praça, a concentração teve início por volta das 14h, onde professores, estudantes e pais de alunos se uniram em grupos carregando bandeiras e cartazes com frases “Não há doença pior que um salário injusto e indigno” e “Unidos pela educação”. Encabeçado pela Escola São João Batista, que está em greve parcial, o ato contou com a presença de representantes de várias escolas montenegrinas e da região, como Yara Ferraz Gaia, Doutor Jorge Guilherme Moojen, São Francisco de Assis, São José do Maratá e Polivalente, entre outras. Também estiveram presentes autoridades políticas, alunos e professores da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) e integrantes do Cpers/Sindicato.

“A grande participação da comunidade neste ato revela a importância que a escola tem para as famílias e alunos que integram essas instituições, além de ser uma oportunidade para mostrar ao governo a necessidade de mais investimento e valorização da educação pública”, disse a diretora geral do 5° Núcleo do Cpers, Juliana Kussler. “Nesses espaços, além da relação professor e alunos, também construímos laços afetivos que se perpetuam por anos”, completou a sindicalista.

Durante os depoimentos, alguns manifestantes foram às lágrimas ao falar de como têm enfrentado o que eles chamam de “Golpe de Estado contra o magistério”. “Estamos há quase 5 anos sem receber um único reajuste, além disso, nossa escola ficou seis meses sem professores, faltam funcionários e ainda querem sacrificar a nossa categoria para equilibrar nossas contas do Estado?”, questionou a monitora da Escola Moojen, Carla Souza. “O que querem fazer com a educação é desumano”, completa ela, incrédula do que ocorre com a educação.

Apesar de serem os mais prejudicados enquanto as escolas estão de portas fechadas, os alunos Francisco Fagundes e Letícia Ávila, ambos da Escola São João Batista, fazem questão de mostrar apoio aos professores.

“Eles são a base de qualquer futuro profissional que sonhamos pela frente, se eles não estão bem para nos dar esse suporte, nós também não estaremos”, disparou a estudante, acrescentando que mesmo na rua, continuam aprendendo com os educadores.

Os estudantes secundaristas alunos Letícia Avila e Francisco Fagundes com cartazes de apoio aos professores

“Quando eles param de dar aula e protestam por melhorias na educação, na verdade estão nos ensinando a lutar pelo que é nosso, e isso que o governo está fazendo é tirar o direito deles de ensinar”, completou.

Para Francisco, apoiar os professores na greve tem um peso ainda maior, já que ele sonha ser professor no futuro. “Isso tudo que estamos vivenciando é uma grande experiência, não tem como não apoiar os educadores que são essenciais na formação das pessoas”, disse o estudante. “Embora queira essa profissão com muito carinho, assim como são a maioria dos nossos professores, amor não paga conta, eles têm vida e precisam ser trados com respeito pelo Estado”, desabafou.

No Colégio Estadual Engenheiro Paulo Chaves, em Maratá, reunião lotou o pátio da insituição na noite de terça-feira, 19.

Professores, pais e alunos compareceram no Colégio atendendo uma convocação de educadores. Voltada para a comunidade escolar, o intuito da reunião foi esclarecer os motivos que levaram os professores a deflagrarem a greve na escola. “Se fosse só pelos nossos salários, já tínhamos entrado em greve há muito tempo, já que estamos recebendo parcelado há quase 50 meses, é pelas famílias, pelos jovens e pela educação pública”, disse a diretora Mirtes Maria Sost, diretora da instituição.

Para contribuir com a explanação, a direção da escola convidou o Cpers/Sindicato, que explicou à comunidade de que forma o pacote proposto pelo governador atinge os professores.

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