Entre as atividades oferecidas estão as aulas de dança de rua, ministradas pelo professor Diego de Souza

Trabalho voluntário. Objetivo do projeto é democratizar o acesso à produção cultural e artística dentro da comunidade

O cenário cultural e seus desdobramentos revelam verdadeiros contrastes na sociedade, uma realidade também presente em Montenegro. Com o objetivo de descentralizar o acesso a produção de arte e cultura, nasce em um dos bairros mais carentes do município o projeto Casa de Cultura Senai, que oferece diversas oficinas na área de dança, musica e esporte.

“Tudo é feito de forma voluntária”, explica Toni Souza, um dos responsáveis pela iniciativa, que também conta com o apoio dos moradores Décio De Oliveira, Leandro de Carvalho e Alexandre Machado. “A nossa ideia é possibilitar que as crianças e jovens da nossa comunidade tenham acesso a esses tipos de espaços, já que na maioria das vezes isso só é possível no Centro da cidade”, disse Souza.

De acordo com os integrantes do grupo, a proposta surgiu a partir das atividades do bloco de Carnaval Unidos do Bairro Senai (UBS). “Notamos que durante os ensaios do bloco houve uma participação muito grande da comunidade, por isso, depois que passou o mês de março sentimos vontade de fazer algo nesse sentido e fomos construindo as coisas”, comenta Machado.

Com o apoio da Prefeitura Municipal e parceiros, as atividades estão ocorrendo desde o mês de abril, e, semanalmente, cerca de 200 crianças e jovens com idades entre 5 e 17 anos passam pelo Ginásio Poliesportivo do bairro, onde acontecem as oficinas do projeto. Entre os serviços oferecidos, de maneira gratuita, estão aulas de dança de rua, música com violão, futebol e taekwondo.

“Como é tudo feito de forma voluntária, ainda necessitamos de muitas coisas. Para as aulas de capoeira, por exemplo, precisamos de um berimbau, já na parte da música precisamos do apoio de mais um professor, além de saco de areia para os treinos das artes marciais e um tatame para as aulas taekwondo, pode até ser usado”, enfatiza Oliveira. “Outro sonho que temos é de um dia poder uniformizar todos os alunos.”

Para o professor de dança de rua, Diego de Souza, o projeto cumpre com um papel fundamental dentro da comunidade, já que trabalha a questão do sentimento de pertencimento entre as crianças. “A construção da identidade quanto comunidade delas é o diferencial das aulas que desenvolvo aqui”, ressalta o professor.

“Apesar da dança de rua ter origem nas periferias, ouvi de um aluno, durante as aulas, que foi a primeira vez que ele viu alguém dançando esse estilo pessoalmente, o que até então só foi possível pelo celular. Poder proporcionar isso a uma criança foi a melhor coisa que poderia me acontecer”, disse emocionado. “Aqui, o carinho das crianças é diferente, além disso, eles se identificam com o ritmo e ajudam um ao outro.”

Saiba mais
Mais informações sobre o projeto na página oficial do Facebook Casa de Cultura Senai ou pelo telefone (51) 99514-2377.

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