Votação da matéria ocorreu de forma remota, com pouco deputados comandando a sessão do plenário. Foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou na noite de terça-feira, dia 5, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 39/20, do Senado, que destina ajuda de R$ 125 bilhões para Estados, Distrito Federal e Municípios em razão da pandemia de Covid-19. Como houve mudanças no texto, ele retornará para análise do Senado, de onde partiu a proposta, antes de ser avaliado para a sanção do presidente Jair Messias Bolsonaro. O valor que os Municípios do Vale do Caí receberão com a mudança não foi divulgado.

Entre as mudanças aprovadas está um destaque apresentado pela bancada do partido Novo que muda um dos critérios para a distribuição de parte dos R$ 10 bilhões em recursos da União que deverão ser destinados necessariamente para ações de combate à pandemia. Em vez de considerar a taxa de incidência de infectados conforme o número de habitantes, o trecho aprovado leva em conta o total de casos registrados em cada Estado. Dessa forma, São Paulo e Rio de Janeiro deverão receber mais recursos do que o previsto pelos senadores. Eles haviam sugerido fórmula que acabava por beneficiar Amapá e Rondônia, entre outros.

Os deputados também aprovaram mudanças que ampliaram o rol de categorias que ficarão de fora do congelamento de salários de servidores civis e militares previsto como contrapartida ao socorro financeiro. Com apoio do líder do governo na Câmara, deputado Vitor Hugo (PSL-GO), foi suprimida ainda expressão que liberava reajustes apenas para profissionais “diretamente envolvidos” no combate à Covid-19, como os da saúde e da segurança pública.

Após acordo com a equipe econômica, o texto do Senado incluiu contrapartidas para o socorro financeiro aos entes federados. A principal delas proíbe a União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios de concederem qualquer tipo de reajuste ou aumento nos salários até o final de 2021, assim como a realização de concursos e a criação de cargos.

A ideia inicial do Senado excluía dessas regras especialmente os servidores civis e militares dos setores de saúde e segurança pública. Alterações aprovadas pelos deputados acrescentaram, entre outros, trabalhadores da educação, da assistência social e na limpeza pública; policiais legislativos; técnicos e peritos criminais; agentes socioeducativos; e fiscais agropecuários.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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