A agricultura familiar é elencada por palestrante como um meio de oferecer bons alimentos às famílias brasileiras

Bergamota Montenegrina, Disgenia Lucrativa e Desterritorialização no Agrobusiness. Esses foram alguns dos pontos abordados na palestra sobre Agroecologia organizado pelo Foro Regional de Agroecologia, na noite dessa segunda-feira, 12, no Café da Família Kettermann, junto à Igreja Episcopal Anglicana de Montenegro. A palestra foi ministrada pelo engenheiro agrônomo com mais de 25 anos de atuação em atividades de extensão na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Sebastião Pinheiro.

A fala do agrônomo e escritor teve como base a sua obra mais recente “Agroecologia 7.0 – Bombeiro Agroecológico”, que foi lançada no evento. Para Sebastião, ter uma bergamota com o nome da cidade é uma grande responsabilidade, e a sua produção está em perigo. “Para se ter essa bergamota se precisa obrigatoriamente de um ser que está sendo destruído avassaladoramente pela liberação de agrotóxicos de forma irresponsável, que é a abelha”. A abelha realiza a polinização das flores da citricultura e garante, segundo o engenheiro, de 60 a 80% da produtividade das frutas.

Pinheiro defende alta qualidade de produtos e, de acordo com ele, a agricultura familiar é um excelente meio para ajudar a produzir bons alimentos. “A agricultura familiar é a grande responsável pela agricultura do Sul do Brasil, é aquela que põe à mesa, aquela que têm só 14% do crédito, mas produz quase 50% da comida da mesa Brasileira”, declara.

O biólogo, e integrante do Foro Regional de Agroecologia, Rafael Altenhofen, comenta sobre a importância da fala de Sebastião Pinheiro. “Ele traz uma vivência de meio século em conhecimento técnico, e também de intervenção em políticas públicas. Ele sempre juntou o seu saber com o ativismo. É um grande feito para a área acadêmica”. Rafael ainda explica que Montenegro é pioneira na produção agroecológica, e que a ideia da organização é continuar a conversa e trabalhar com isso durante os próximos encontros e projetos.

O Foro é uma organização da sociedade civil, com participação de profissionais liberais, agricultores orgânicos e biodinâmicos, consumidores e membros da Emater. Há mais de um ano o Foro se reúne toda 2ª segunda-feira do mês, no salão da Igreja.

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