Fato inédito. Desde sexta na DPPA, criminoso pulou janela e conseguiu escapar

Durou cerca de quatro horas de liberdade a fuga do primeiro preso a escapar de dentro da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento do Vale do Caí (DPPA), ontem à tarde, desde que o local foi inaugurado no final de 2015. Lucas Pinto Pasquetti, 19 anos, foi preso por volta das 19h45min na rua Ijuí, no bairro Morro Bela Vista, na casa de uma tia, depois de protagonizar uma escapada inédita.

No Morro, o criminoso atravessou diversos pátios de imóveis em uma última tentativa de evitar à volta para a cadeia. Foi detido apenas depois de ficar encurralado na casa de uma tia, de 35 anos, e investir com socos nos policiais. Agora, além de ser foragido da Justiça vai responder por resistência e dano ao patrimônio.

Já a tia também foi detida pela Polícia. Ela vai responder por favorecimento pessoal, mas até o fechamento desta edição a Polícia não havia definido o destino da mulher. Lucas estava recolhido na carceragem do local desde a noite de sexta-feira, depois de ser preso pela Brigada Militar, em abordagem de rotina na avenida Ernesto Popp, no bairro Cinco de Maio, em atividade conjunta com alunos-soldados em formação em Montenegro.

O acusado tem uma condenação por roubo a pedestre, com uso de faca e canivete no município de Sarandi, de onde é natural. A fuga da DPPA ocorreu por volta das 15h30min, depois de ter conseguido escapar da cela, chegar à recepção e escalar uma janela de cerca de três metros de altura.

Policiais civis, inclusive delegados de polícia, que estavam de folga foram até o local para dar apoio à equipe que estava de plantão. Buscas foram feitas por diversas guarnições, com o apoio da Brigada Militar ontem à tarde e à noite até a Polícia descobrir o seu paradeiro.

O titular da Delegacia Regional, Marcelo Farias Pereira, explicou que o fato será investigado em um procedimento administrativo, mas reclamou que a fuga é resultado da dificuldade que a Polícia tem em encaminhar presos para as cadeias gaúchas. Marcelo diz que seu principal problema, hoje, é gerenciar esta situação, que faz com que presos permaneçam mais tempo do que deveriam nas carceragens de delegacias, como tem ocorrido em Montenegro.

“A gente tem um bom relacionamento com o pessoal da Modulada e do semiaberto, mas esse é o principal estresse que tenho sempre”, reconhece o delegado.

Ele revelou que deve implementar melhorias no sistema de segurança e irá conversar com a Vara de Execuções Criminais (VEC) de Novo Hamburgo, que responde pelo sistema prisional de Montenegro, para agilizar as transferências e fazer com que os presos permaneçam o mínimo de tempo possível na DPPA.

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