No leilão complementar, para atender à demanda de agosto, o preço médio já havia atingido R$ 4,578 por m³. Foto: BrasilAgro /Internet

A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) e o Sulpetro – Sindicato dos postos no RS – lançaram nesta terça-feira, dia 1º, nota externando preocupação com o aumento de preço do óleo Diesel S500 e S10 na bomba, em virtude da elevação de custo do Biodiesel do País.

A partir desta data, e até 31 de outubro, está reduzido o teor da mistura do Biodiesel ao Diesel, de 12% para 10%. A determinação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) é em função da baixa oferta do biocombustível no mercado nacional, acentuada durante a pandemia. Todavia, mesmo com esta redução do percentual na mistura, o alto custo deste produto, forçado por sua escassez, vai impactar em aumento de preço do Diesel.

No último leilão da ANP, o preço médio do Biodiesel foi negociado a R$ 5,043 por m³, alta de 43,6% em comparação ao preço anterior (R$ 3,512 por m³). Enquanto o litro de óleo Diesel sai da refinaria por – em média – R$ 2,30; o Bio sai da usina por R$ 5,04.

Inclusive, segundo as entidades, as distribuidoras já teriam começado a repassar o aumento na segunda-feira. Os setores da cadeia de combustíveis querem que a redução na mistura de Biodiesel ao Diesel seja ainda maior (de forma temporária). “Estamos preocupados com os impactos nos valores finais do Diesel, já que a oferta nos leilões do biocombustível foi muito baixa, provocando alta nos preços”, explicou o presidente do Sulpetro, João Carlos Dal’Aqua.

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