Trabalho será em parceria, com a Prefeitura pagando o procedimento e as voluntárias cuidarão do pré e pós-operatórios dos animais

Medida deverá ser implantada ao longo deste primeiro semestre, com auxílio das ONGs protetoras dos animais

Voluntários de organizações não governamentais que atuam em prol dos animais saíram de uma reunião, no Gabinete do Prefeito, com as esperanças renovadas. Durante o encontro realizado na tarde de segunda-feira, 7, o prefeito em exercício Cristiano Braatz afirmou que a Prefeitura irá retomar o projeto de castrações de animais de rua ou em situação de vulnerabilidade. Sem uma data para iniciar os procedimentos, foi esclarecido que a tramitação burocrática está em andamento e a previsão é de que a ideia saia do papel neste primeiro semestre.

A medida é uma reivindicação antiga dos defensores dos animais, pois a esterilização é uma forma de combater o abandono de cães e gatos, evitando a procriação desenfreada. A previsão é realizar o procedimento em 50 animais por mês.

Haverá chamamento público para contratação de clínicas veterinárias interessadas em prestar o serviço à Prefeitura. A reunião contou com a participação de secretários municipais, da procuradoria do município, da Associação Montenegrina dos Guardiões dos Animais (Amoga), do Grupo Cachorreiros e Gateiros e do Conselho Municipal de Proteção dos Animais (Comupa).

O secretário municipal de Meio Ambiente, Adriano Campos Chagas, apresentou um projeto inicial, prevendo a castração de 25 cães ou cadelas e 25 gatos ou gatas, além da microchipagem desses animais. A partir da necessidade exposta pelos integrantes das ONGs, no entanto, ficou definido que serão 40 cães e 10 gatos, sendo indiferente serem machos ou fêmeas.

Integrante do Cachorreiros e Gateiros, Marcia Elisa de Mello sugeriu que, num primeiro momento, não houvesse a chipagem. Ela entende que a medida limitaria a participação das clínicas, pois afirma que boa parte delas ainda não trabalha com a colocação de chip e poderia atrasar a implantação do processo. Adriano observou a importância da chipagem para identificar e registrar o histórico do animal.

O secretário, no entanto, colocou a decisão para os defensores dos animais, que aceitaram a sugestão de Marcia. A intenção é reduzir obstáculos para que a iniciativa se concretize da forma mais ágil possível. Mesmo assim, por se tratar de um procedimento da Administração Pública, há trâmites que devem ser seguidos e demandam tempo.

O procurador do município, Andre Luiz de Melo, esclareceu que será aberto o processo de chamamento público e há prazos para as empresas se habilitarem. Nesse contexto, o prefeito em exercício foi cauteloso e não precisou prazos, dizendo que as castrações devem reiniciar ao longo desse semestre.

Conforme ficou acordado com as ONGs, a Prefeitura bancará o procedimento, mas os cuidados pré e pós-operatório ficará a cargo dos voluntários. Serão também as ONGs que farão o encaminhamento dos animais para castração, que poderão ser aqueles vítimas de abandonos ou em situação de vulnerabilidade, na qual se enquadram os que têm tutores extremamente pobres, sem condições de custear a castração.

Ao final do encontro, a presidente da Amoga, Maria Luiza Kimura, saiu satisfeita com o avanço que a medida representa na luta contra o abandono de animais, e na expectativa deque as medidas anunciadas se concretizem logo.

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