Governo sinaliza que o prédio escolhido – o do IPE, da foto, é um dos pleiteados – sediará secretarias municipais do governo, reduzindo gastos com aluguéis. FOTO: ACOM/PREFEITURA

Interesse é nos prédios do Sine, do Ipe e da antiga Corlac

A Prefeitura de Montenegro estuda aderir ao programa Negocia RS e trocar uma dívida de R$ 3,17 milhões que o Estado tem com o Município por prédios que hoje são do governo estadual e passariam a ser do governo municipal. Há interesse, para a troca, no prédio onde funcionava a Corlac, na rua Bruno de Andrade; onde funcionava o Sine, na Ramiro Barcelos; e no do Instituto de Previdência do Estado, o IPE, na rua José Luis.

Uma comitiva de representantes do governo Zanatta esteve em Porto Alegre na quarta para conhecer a possibilidade. Estiveram presentes o vice-prefeito Cristiano Braatz; o gerente municipal de Contratos e Convênios, Silvio Kaél; e o diretor de Captação de Recursos, Rafael Cruz. Eles foram recebidos, na Secretaria de Articulação e Apoio aos Municípios, pelo diretor de relações institucionais, Rogério Pasa, e pelo chefe de gabinete da Secretaria de Planejamento e Gestão, Sergio Valmorbida.

A dívida de R$ 3,17 milhões do Estado com o Município é com a área da Saúde, não empenhadas entre 2014 e 2018, e a permuta é vista com bons olhos pelo governo municipal. “Vamos resgatar esses prédios para a instalação de algumas secretarias municipais. Isso gerará uma boa economia para o Município”, projetou Sílvio Kael sobre a possibilidade de, com a troca, diminuir os gastos da Prefeitura com aluguéis, despesa que, hoje, é de cerca de R$ 700 mil por ano.

A reportagem do Ibiá questionou o gerente de Contratos e Convênios se essa finalidade para a troca da dívida pelos prédios não contrariaria o projeto de governo do prefeito Gustavo Zanatta para a construção do Centro Administrativo do Município, que, em tese, deve abrigar todas as secretarias municipais. Zanatta e Kael já até se reuniram neste ano com representantes do Badesul quanto a um possível financiamento do Centro; mas o gerente defende a permuta com o Estado: “Ele (o prédio) entra como patrimônio. Pode, inclusive, ser vendido”, colocou.

Os três imóveis de interesse da Prefeitura serão, agora, avaliados pelo Município para que, na sequência, sejam formalizadas as trocas. A permuta ainda deve demandar autorização da Câmara de Vereadores. O governo do Estado já sinalizou interesse, visto que os imóveis são caros e de difícil manutenção. Os três devem demandar reformas, especialmente se optado pelo local onde funcionava o Sine, no Centro, que hoje está interditado devido a problemas estruturais na edificação.

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