Prefeitura de Montenegro divulgou nota de esclarecimento nesta manhã. Foto: divulgação Acom Montenegro

Uma grande fila foi formada em frente ao Parque Centenário na noite dessa terça-feira, 4, após a Prefeitura de Montenegro anunciar que teria 100 unidades da CoronaVac/Butantan para aplicar a segunda dose naqueles que receberam a primeira vacina há 28 dias ou mais.

O fato gerou aglomeração e confusão no local, algumas pessoas passaram a madrugada na fila, e muitos montenegrinos utilizaram as redes sociais para externar sua inconformidade com a situação, alguns alegando até que houve destinação irregular de senhas por parte da Administração Municipal. Cerca de 60 veículos estiveram a noite toda em frente ao Centenário aguardando a distribuição das senhas.

Na manhã desta quarta-feira, 5, a Prefeitura divulgou uma nota a fim de esclarecer essa questão. No comunicado, o Município frisa que, ao constatar a aglomeração e diante da perspectiva de que muitas pessoas passariam a noite em frente do Parque Centenário sem chance de serem imunizadas no momento, a Guarda Municipal, visando a segurança e o conforto das pessoas (praticamente todos idosos), tomou algumas providências:

1 – Reservou 20 fichas para pessoas que comparecessem a pé;
2 – Fez a contagem das primeiras 80 pessoas que estavam no aguardo;
3 – Atrás do último veículo, colocou uma placa informando que não havia mais vacinas, para que as pessoas que chegassem depois não perdessem seu tempo (mesmo assim, muitas optaram por permanecer no local);
4 – Embora a distribuição das senhas estivesse programada para as 8h, por volta das 7h30min foram entregues aos primeiros 80 da fila, tendo em vista que continuavam chegando veículos.

A Guarda Municipal explica que agiu no sentido de otimizar o processo, tentando evitar que idosos permanecessem mal acomodados dentro de seus carros a noite toda sem necessidade, já que não havia vacinas para todos. Por fim, a Prefeitura de Montenegro afirma que “as acusações de destinação irregular das senhas, feitas nas redes sociais, não procedem e, por ferir a honra de profissionais sérios e dedicados, serão alvo de análise jurídica e eventual busca de reparação por danos morais”.

 

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