Oito leitos disponíveis não serão acessados por novos pacientes Foto: Divulgação/Prefeitura de Canoas

O prefeito de Canoas, Luiz Carlos Busato, comunicou nesta quinta-feira, 2, a impossibilidade de receber novas internações nas suas unidades de Terapia Intensiva (UTIs), devido ao baixo estoque de medicamentos analgésicos essenciais no município. A medida temporária causa o bloqueio de oito leitos vagos de UTI, de um total de 80 existentes.

Canoas é referência para 156 outros municípios do Estado, ou seja, dentre eles Montenegro. Nesta quarta-feira, 1º, a cidade tinha confirmados 695 casos e 23 óbitos e dos 88 leitos de UTI, entre públicos e privados, 85% estavam ocupados. Os altos índices acenderam um sinal de alerta, uma vez que há duas semanas, quando os números eram quase metade dos registrados atualmente, mais 10 leitos de UTI foram abertos no Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC).

“Comunicamos esta tarde ao governo estadual a impossibilidade de receber novas internações em leitos de UTI pelo baixo estoque de medicamentos analgésicos essenciais, algo que se repete em outros municípios do país. Temos alertado há três semanas sobre isso”, diz Busato em sua rede social nessa quinta. Segundo ele, o Ministério Público do RS e o Ministério Público Federal foram acionados, além de ter sido reforçado o contato com o governo estadual e com o Ministério da Saúde para buscar providências.

O prefeito declara que a Administração está em busca de soluções também com outros municípios, entidades públicas e organizações da sociedade civil. A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) deve fornecer 800 doses de medicamentos.

 

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