Moradores contestam contas de energia elétrica que mais que dobraram de preço em março

Um grupo de moradores de Porto Garibaldi foi à Comissão Municipal de Defesa do Consumidor, Comdecon, contestar uma cobrança abusiva por sua energia elétrica. Na localidade do interior de Montenegro, todas as tarifas são deixadas em um mercadinho da comunidade para a retirada individual. Nesta segunda-feira, quando os residentes foram buscá-las, um susto: o valor mais que triplicou no mês de março.

Gente que pagava, em média, R$ 480,00 foi cobrada por R$ 1.700,00. Para o aposentado Manoel Sant-Anna Dias foi ainda pior. Dos cerca de R$ 100,00 “normais”, a tarifa chegou quase em R$ 600,00. Ele estranha, pois costuma passar os finais de semana longe de casa e jamais teria um consumo tão alto assim.

“E de que jeito que se vai pagar?”, questiona outro morador: o aposentado Luiz Carlos Pires. “Tem gente que paga aluguel, que paga pensão, que ganha um salário mínimo.” Muitos perderam o sono com a situação. Sem condições de pagar e questionando a veracidade da cobrança, os moradores procuraram o vereador Talis Ferreira (PR), que foi até a localidade na manhã de ontem, 22, em socorro dos moradores.

“Eu que encaminhei todos para cá (no Comdecon)”, contou Talis, acompanhando o grupo no órgão. “Nós temos que agir rápido, porque a grande maioria deles são assalariados, que não têm como arcar com esses valores. E se eles forem lá e cortarem a energia?”. Uma postagem do vereador nas redes sociais sobre a situação aumentou a repercussão sobre o caso. Nos comentários, muita gente informou que a mesma situação ocorreu em outras localidades, inclusive na área urbana de Montenegro.

Uma das reclamantes presentes, Bárbara Azevedo Rosa estava quase sem chão. Com filho menor de idade, portador de uma doença crônica, ela recebia desconto na conta de luz, mas, sem nenhuma explicação, perdeu o benefício. Ontem, junto dos vizinhos, ela levava os documentos sobre a situação do menino e a tarifa, que dos menos de R$ 100,00 anteriores, havia chego aos R$ 743,23.

O Comdecon trabalha com a hipótese de que houve alguma irregularidade na medição do consumo por parte da concessionária, a RGE Sul, em Porto Garibaldi. De fato, o dado da energia consumida mostrada nas faturas demonstra disparidade em comparação com os demais meses.

O secretário executivo do órgão, Fábio Barbosa, atendeu aos moradores, abrindo pedido de análise individual das faturas junto à RGE. Ele tranquilizou o grupo, apontando que, no período, as tarifas ficarão “bloqueadas”, livres de qualquer procedimento de corte. Salientou, ainda, quanto a importância de registrar a reclamação.

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