Um dos alicerces da ponte está comprometido, impossibilitando o tráfego de veículos pesados. Veja nos detalhes

Espera. Para realizar os reparos necessários, Prefeitura aguarda homologação da empresa

Com todas as estruturas comprometidas, a única ponte que dá acesso a diferentes propriedades no bairro Olária pode cair a qualquer momento. Com medo que isso aconteça, proprietários e produtores estão se virando como podem para trafegar pelo local e pedem ajuda ao poder público, como explica o produtor de gado Celomar Avila de Oliveira.

“Para tratar dos bichos, precisamos passar pela ponte. Não tem outro jeito”, comenta o pecuarista, destacando que é impossível trafegar pelo perímetro de caminhão. “O peso é muito grande e isso poderia terminar de quebrar a ponte e tombar o veículo, ou seja, estamos tentando evitar uma tragédia”, desabafa o montenegrino.

A situação ocorre no final da rua Alencastro Flôres. Local de constantes alagamentos, há cerca dois meses a Prefeitura Municipal de Montenegro deu início a um serviço de elevação da rua para evitar a invasão da via pela água durante os períodos de enchentes. Além disso, também foram colocadas tubulações para escoamento do banhado que se forma no local. “Até aí tudo bem, se não fosse fato de a obra ficar inacabada”, disse o produtor apontando para os tubos de concretos empilhados em toda a extensão da rua.

“Como o caminhão não podia passar pela ponte para levar o aterro até o outro lado, o serviço foi feio até esse limite, então se cair uma chuva forte não teremos como chegar onde o gado fica, o que irá nos causar ainda mais prejuízos”, teme o montenegrino. “Já abrimos protocolo para o reparo dessa ponte há quase um ano, e até agora não fomos atendidos”, lamenta o produtor.

Acesso só é possível com trator
Com a ponte quebrada, o produtor conta como tem feito para alimentar a criação de gado. “Antes de tudo isso acontecer, as polpas de citros vinham de caminhão e eram largadas na propriedade, mas agora estamos usamos um trator pequeno para chegar até aqui e trazer ração, o que tem nos custado muito alto”, revela Celomar Avila de Oliveira.

Para auxiliar nos reparos, o produtor doou a madeira necessária para construir os alicerces da ponte, faltando apenas as pranchas e mão de obra. “Não estamos pedindo muito, essa parte aqui é de responsabilidade do poder público, e enquanto nada é feito, estamos sendo afastados”, completou.

O que diz a Prefeitura
De acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, os documentos da empresa que venceu no pregão estão sendo analisados, ou seja, em fase de homologação. Feito isso, serão encaminhados ao Meio Ambiente para dar a liberação para aquisição das pranchas, as quais serão adquiridas após o empenho. “Assim que recebermos as pranchas, a obra será realizada”, afirma o órgão, sem precisar datas.

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