Jovens ficaram encurralados pelas chamas em porão onde janelas tinham grades

A identificação da jovem que morreu em incêndio na manhã desta terça-feira, dia 26, em Montenegro, será possível somente através de exame de DNA. O corpo foi carbonizado de forma que o reconhecimento visual é impossível. Ela morreu ao lado com comerciário Maicon Oliveira Gomes, de 22 anos, com quem teria iniciado relacionamento há pouco mais de uma semana. Até por isso a família do rapaz não conhecia sequer o nome da menina, de quem sabiam apenas que tinha 14 anos. Ela era loira, baixa e de complexidade física avantajada. Um homem está sendo ouvido pela Polícia como suposto pai, cuja a filha Morgany está desaparecida há quatro dias. Todavia, nada pode ser confirmado.

Atitude de Maicon salvou seis pessoas da família: mãe e cinco irmãos.

Maicon morreu como herói, segundo a própria família. Ele foi o primeira a acordar com o porão onde dormia – ao lado da menina – já em chamas. Então subiu e acordou os cinco irmãos e a mãe Eliane Oliveira Gomes. O irmão Vandir está com uma perna quebrada, e afirma que a intervenção de Maicon permitiu que ele tivesse tempo de sair carregando a irmã de 20 anos que é deficiente. Outro irmão que faz uso de remédio controlado também conseguiu se salvar.

Eliane estava inconformada com morte do filho de 22 anos

Enquanto isso, Maicon voltou para o porão para socorrer sua companheira que continuava dormindo, talvez já afetada pela fumaça. O caçula entre os filhos homens ainda foi visto quando chegou em uma das janelas para respirar, antes de retornar para o quarto na tentativa de ajudar a jovem. Foi a última vez que a família viu seu rosto. Todas as janelas do porão têm grades e a única porta estava tomada pelas chamas. Inclusive, a família já abandonou o andar superior com o assoalho de madeira em labaredas e entre fumaça intensa que vinha da parte de baixo.

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