FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK

Neste domingo, dia 11, por volta das 8h, a Polícia Civil e a Brigada Militar foram acionadas sobre a localização do corpo de um homem na localidade de Alfama, no interior de Montenegro. O fato ocorreu poucas horas após um táxi, um Vw Virtus com placas do Município, ter sido encontrado com marcas de sangue no bairro Santo Antônio. No fim da manhã, as autoridades confirmaram que o corpo encontrado é o do taxista André Silveira, proprietário do carro. A suspeita é de que o crime de latrocínio – roubo seguido de morte – tenha ocorrido durante a madrugada.

Silveira trabalhava no ponto de táxi junto a rodoviária e tinha por volta de 53 anos de idade. Colega de profissão, o taxista Rui Martins da Rosa conta que jogou cartas com ele, ainda no sábado, até por volta das 18h. “Ele era um cara gente fina. Eu fui pra casa e ele continuou. Ele trabalhava de noite”, relata.  Enquanto as circunstâncias do crime ainda são investigadas, Martins diz que espera que as câmeras de monitoramento da rodoviária possam ajudar na identificação dos criminosos; caso estes tenham pego o táxi no ponto. “É um risco muito grande (trabalhar em táxi). Tem muito ladrão e muitos que vem de fora. Como a gente vai se cuidar? É só por Deus”, comenta o profissional.

O taxista morto tinha cerca de duas décadas de profissão. Uma de suas filhas publicou um texto, emocionada, nas redes sociais ainda pela manhã. “Hoje, o céu tem mais uma linda estrela; a de um grande homem, o meu pai. O meu herói, o meu guerreiro e o meu exemplo”, escreveu. Em poucos minutos da divulgação do ocorrido, já havia grande comoção pela perda de Silveira. Várias mensagens foram publicadas destacando um pai exemplar e muito trabalhador.

Na Alfama, o corpo do taxista foi encontrado às margens da Estrada João Kranz. De acordo com a Brigada, ele tinha marcas de corte perto do pescoço e da orelha; mas a polícia aguarda os laudos para confirmar as causas oficiais da morte. O celular e demais pertences da vítima não foram encontrados. Quem tiver informações que possam auxiliar nas investigações pode entrar em contato pelo 197 ou o 190, mesmo que de maneira anônima.

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