Coletiva ocorreu na Casa Amarela, na Estação da Cultura, na manhã desta terça-feira, 30

Reajuste valerá a partir da próxima segunda-feira, dia 6

Na manhã desta terça-feira, 30, em coletiva de imprensa promovida pela Prefeitura Municipal, foi anunciado o reajuste na tarifa do transporte público urbano em Montenegro em cerca de 20%. O valor, que ainda é R$ 3,95, passa para R$ 4,80 a partir da próxima segunda-feira, 6. Já o seletivo passa de R$ 4,75 para R$ 5,80. O secretário Geral, Vlademir Ramos Gonzaga explica que a decisão vem sendo negociada há bastante tempo. “Pela planilha de cálculos e solicitação da Viação Montenegro S/A (Vimsa) o valor passaria para R$ 6,40. Com negociação, a gente chegou na tarifa emergencial de R$ 4,80 para poder manter o transporte público em Montenegro que não só aqui, mas em todo Estado, está passando por dificuldades”, destaca. Ainda, o secretário da Fazenda, Antônio Miguel Filla e o diretor de Transporte e Trânsito, Paulo Reinaldo Tempass Júnior, participaram da coletiva.

Segundo Vlademir, a tarifa emergencial é provisória. “Isto está no contrato e segue até que a gente tenha um retrato verdadeiro e melhor de todo o transporte público. Iremos contratar uma auditoria que possa analisar se o modelo prestado pela empresa é o ideal para Montenegro. A contratação é imediata. Queremos até o final do ano já ter a empresa”, ressalta. O secretário geral pontua, ainda, que a contratação da auditoria é dada como garantia de que as gratuidades não estão em previsão de corte, assim como redução de mais linhas.

Ele argumenta que em Porto Alegre, gratuidades foram reduzidas, justamente o que Montenegro evitou. “Estamos mudando outras coisas para não retirar as gratuidades e prejudicar ainda mais as pessoas que necessitam andar de ônibus e não têm condições.” Vlademir relembra ainda da situação de greve dos trabalhadores da Viação Montenegro. “Assim, se nós não fizermos nada e não sacrificarmos algumas coisas o transporte vai parar e vai prejudicar ainda mais os usuários, por isso, tomamos esta medida”, afirma.

Silvio Káel, gerente de contratos e convênios, explica que parte da população montenegrina aponta que reincidir contrato com a Viação Montenegro e contratar outra empresa possa ser a melhor opção. “Fazer isso seria um processo mais rápido para nós, mas o mais doloroso para a sociedade, porque ninguém vai vir para aplicar estes R$ 4,80 no transporte público. O município fez redução de impostos e linhas para que a tarifa não chegasse aos R$ 6,40”, detalha.

Kaél ainda explica que existe, no contrato, a tabela de formação de preço e custo. Segundo ele, com o diesel que em 2018 era R$ 3,84 e hoje é R$ 5,19, não tem como operar nesta tabela sem reequilíbrio. “Somado a isso veio a pandemia, as pessoas ficaram em casa a longo prazo, o que resultou no agravamento do que já estava ruim. Esse aumento vai solucionar o problema pelo menos neste primeiro momento”, finaliza.

Vimsa e Silas ainda não apresentaram proposta aos trabalhadores

Como noticiado pelo Ibiá, em reunião de mediação realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) no dia 9 de novembro, entre o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de São Leopoldo, que representa os funcionários da Viação Montenegro e da Silas, e representantes das empresas ficou definido que a Silas e a Vimsa teriam até o fim do dia desta terça-feira, 30, para apresentação de propostas de reposição salarial. Até o fechamento dessa matéria, nenhuma proposta foi protocolada.

João Batista, advogado do sindicato dos rodoviários, afirma que uma assembleia será convocada com ou sem propostas. “Caso venham as propostas, vamos fazer a assembleia em um determinado dia e se não tiver, em outro dia, em razão das datas e prazos legal a serem respeitados no caso de uma eventual decisão de greve da categoria”, pontua.

Os funcionários da Vimsa e da Silas entraram em estado de greve no dia 4 deste mês, após decisão em assembleia. Na pauta dos trabalhadores está a volta do pagamento integral do adicional de cobrança, do quinquênio e do ticket alimentação, que foram reduzidos de outubro de 2020 a janeiro de 2021 mediante acordo sindical, mas que não voltaram a ser pagos na sua integralidade após o fim do acordo, e também reposição do salário com 10% de reposição da inflação.

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