Outubro Rosa. Ação reuniu dezenas de mulheres para conversar sobre prevenção e diagnóstico

Mês voltado à saúde da mulher, o Outubro Rosa, busca conscientizar acerca do câncer de mama. De iniciativa do Ministério Público em conjunto com o Poder Judiciário, foi realizada na tarde desta quinta-feira, 17, a palestra Outubro Rosa: eu acredito nisso. A ação tinha como objetivo dar visibilidade e oferecer as policiais militares e civis, servidoras do fórum e do MP a oportunidade de ouvir especialistas e pessoas que passaram pela doença.

O evento que era gratuito pedia somente uma coisa na entrada: a doação de lenços para mulheres em recuperação. Com lacinhos rosas no peito diversas servidoras e policiais ocuparam o espaço em busca de uma troca de experiência.  No início do evento dois depoimentos de integrantes do Amigas do Peito, da Unimed Vale do Caí.

Participante do grupo há quatro anos, Eliane Pires, de 49 anos, está há 12 anos recuperada do câncer de mama. Ela relata que descobriu a doença durante um banho, enquanto lavava as mamas, e no outro dia já foi em busca de ajuda médica. “O primeiro médico não descobriu, porque a minha mama era muito densa, mas depois de um mês eu fui em outro médico e acabei recebendo a notícia”, conta.

Eliane diz que não precisou fazer cirurgia, mas teve que passar por 18 sessões de quimioterapia e 36 de radioterapia. “Cerca de 14 dias depois das sessões eu fui consultar e estava tudo tranquilo. A gente faz o controle sempre, passei cinco anos tomando um remédio para cuidar”, fala.

Segundo ela, receber a notícia não foi fácil, mas que a família foi seu porto seguro. “Quando eu fiquei sabendo do resultado foi como se abrisse um buraco no chão e você cai pra dentro, tu tenta subir e não consegue. No meu caso parecia que tinha apagado tudo na minha volta, eu só pensava nos meus dois filhos, principalmente da minha filha que era pequena na época, foi nela que eu me agarrei para ter forças”. Eliane ainda recomenda que é muito importante realizar o autoexame.

Policiais da Patrulha Maria da Penha do 5ª BPM também doaram lenços e participaram do evento

Palestra aborda o diagnóstico e sintomas

Os ginecologistas e obstetras, Alessandra Polking, e Túlio Farret, prenderam a atenção das mulheres que estavam presentes. Os dois falaram sobre a importância de se realizar o diagnóstico precoce da doença na mama; da importância da idade certa de se começar a fazer; sinais e sintomas que podem aparecer no corpo da mulher; etc.

Segundo o ginecologista Túlio Farret dentre os sinais que devem ser alerta estão: nódulo na mama, alteração no aspecto da pele, alteração no mamilo, secreção no mamilo, e gânglios na áxila ou no pescoço. “Todos esses são sinais que uma vez identificados pela mulher ela deve procurar o médico para que seja esclarecido. O autoexame da mama é importante para que a mulher possa conhecer o próprio corpo, mas ele não substitui os exames de rastreamento e a visita ao médico periodicamente”, fala.

 

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