Também piloto, o pai de João Gabriel é o principal incentivador do prodígio no esporte sobre duas rodas

Adrenalina. Incentivado pelo tio, piloto Rafael Wovst apoia o pequeno e destemido João Gabriel no esporte. Garoto já conquistou quatro troféus em cinco corridas

Esportes que envolvem alta velocidade e manobras exigem atenção redobrada dos atletas. Muitos competidores, inclusive, fazem do medo um desafio a mais para se superar. Mas esse não é o caso do pequeno João Gabriel Wovst, de apenas cinco anos, que começou a correr há um ano e quatro meses, e já conquistou quatro troféus em cinco provas de Motocross. Destemido, o prodígio ganhou sua primeira moto antes de completar quatro anos de idade.

O principal incentivador de João Gabriel é seu pai, Rafael Wovst, 30 anos. “Ia dar a primeira motinho de aniversário (quatro anos) para ele, mas não me aguentei e dei antes. A cada treino o João evolui mais. Ele aprendeu a usar o freio há dois meses”, conta o pai. Atualmente, o pequeno está correndo com a moto MXF 50cc.

Os treinamentos são realizados três vezes por semana em pistas da região. Com objetivos ousados para o futuro, João Gabriel, que hoje corre pela categoria 50cc A, minimiza as quedas sofridas. “Os tombos fazem parte. O que mais gosto é saltar. Não tenho medo. Fiquei muito feliz quando ganhei a primeira moto, achei que ia ganhar só quando fizesse aniversário. Quero ser campeão mundial quando crescer. Quero ser o melhor, o primeiro em todas as corridas”, almeja.

Em cinco corridas disputadas, o “Bolachinha” já conquistou quatro troféus

Preocupado com a segurança do filho, Rafael destaca que João não vai para a pista se não estiver bem equipado, seja para treinos ou provas. “É perigoso, a gente fica com medo. É uma adrenalina”, ressalta. Em 2019, a ideia do pai é colocar o pequeno piloto no Campeonato Gaúcho.

Mesmo que esteja iniciando sua trajetória no Motocross, o garoto de cinco anos já tem até apelido: Bolachinha. E ele explica o motivo. “É porque como muita bolacha, principalmente bolachinha recheada. Mas não posso comer demais, porque não faz bem para a saúde”, salienta.

Acompanhando de perto a evolução do filho, Rafael vê potencial de sobra para o prodígio brilhar no futuro. “Queremos, mais adiante, colocar o João para competir no Campeonato Brasileiro. Mas isso só quando ele completar sete anos. O guri (João Gabriel) tem o dom. Nas provas, todo mundo fica apavorado”, enaltece.

Também piloto, o pai de João Gabriel é o principal incentivador do prodígio no esporte sobre duas rodas

 

A paixão da família Wovst pelo Motocross começou com o tio de Rafael, Carlos Wovst. Campeão gaúcho em várias oportunidades, o ex-piloto tinha a companhia do sobrinho nas corridas. “Eu sempre acompanhava ele nas provas, fui tomando gosto pelo esporte. Desde os meus sete anos, queria uma moto. Mas fui ter somente com 19”, relembra Rafael.

Montenegro tem tradição de formar ótimos pilotos de Motocross. E João Gabriel tem tudo para ser o próximo destaque no esporte. A coragem e a confiança do pequeno sobre duas rodas mostram que isso é bem provável.

Pai está perto do título regional
Com o sonho de ser um piloto de destaque a nível mundial, João Gabriel tem em quem se espelhar no esporte. O próprio pai. Principal motivador do prodígio, Rafael tem treinado pouco, mas mesmo assim vem se destacando no Campeonato Regional Pirelli de Veloterra. A duas corridas do término da competição, o piloto montenegrino é o líder da categoria Estreante Importada e ocupa a segunda posição na VX2 Importada.

A penúltima etapa do regional é no próximo final de semana, em São Sebastião do Caí. João deve acompanhar o pai na disputa. Rafael admite que já foi mais “fanático” pelo Motocross. Ele disputou suas primeiras corridas há nove anos. “Andei de 2009 até 2010. Em um ano e três meses, conquistei 56 troféus. Corria praticamente em todos os finais de semana. Aí caí de moto nacional e prometi para mim mesmo que não ia mais correr com esse tipo de moto. Joguei fora todos os troféus”, declara.

Rafael pode ser campeão regional neste domingo

Rafael voltou a competir em 2013, dessa vez com moto importada. Andou por um ano e sofreu um acidente que o afastou das competições por um longo período. “Dei um tempo para a cabeça”, frisa. Ele retornou às pistas para auxiliar João Gabriel e hoje está na iminência do título regional, que pode ser conquistado no próximo domingo.

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