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A pandemia de coronavírus trouxe a tona como uma prática que é tão simples faz uma enorme diferença no cuidado com a nossa saúde: a higienização das mãos. Seja com álcool em gel ou com a boa e velha dupla da água e sabão, temos falado muito deste cuidado para nos defender da Covid-19. Mas o fato é que, desde sempre, manter a higiene adequada pode nos proteger de várias doenças.

Danieli Luana Vieira, enfermeira do Controle de Infecção do Hospital Unimed Vale do Caí. FOTO: ARQUIVO PESSOAL

Enfermeira do Controle de Infecção do Hospital Unimed Vale do Caí, Danieli Luana Vieira sabe bem disso. A profissional conta que lavar as mãos é prática preventiva a doenças como gripes, gastroenterite (inflamação do estômago e do intestino que provoca diarréia e vômitos), bronquiolite (infecção dos brônquios), formas de hepatite, conjuntivite, meningite, catapora e muitas outras. “Essas doenças são transmitidas de pessoa pra pessoa, principalmente pelas secreções e excreções que acabamos depositando nas superfícies”, aponta. A enfermeira diz que ao tocar com as mãos numa porta, numa maçaneta ou em qualquer objeto com essas secreções, a pessoa corre o risco de levar a contaminação – seja por vírus ou por bactérias – para dentro do próprio organismo. “É com as mãos que a gente leva isso pras mucosas, que são a porta de entrada para a infecção: a boca, o nariz e os olhos”, explica. Daí a importância do cuidado.

Hábitos como o de coçar o olho, roer a unha ou de levar a mão a boca, que muita gente tem, sem a manutenção da higiene após o toque das superfícies são chave para que ocorram contaminações. “E a forma de prevenir, se a pessoa tem esses hábitos de tocas as mãos nas mucosas é aumentar ainda mais a lavagem de mãos”, reforça Danieli. O cuidado principal, ela indica, é entre as refeições, nas idas ao banheiro e no passar por locais públicos como ônibus, supermercados e afins.

Hábitos podem reduzir em até 40% a contaminação
A Organização Mundial da Saúde confirma os apontamentos! Dados da entidade mostram que o hábito de higiene pode reduzir em até 40% a contaminação por vírus e bactérias que causam doenças como gripes, resfriados, conjuntivites e viroses. Exemplo disso é que, segundo Danieli, o reforço à lavagem de mãos aliado ao uso das máscaras, por causa da pandemia, vêm reduzindo as síndromes gripes registradas entre os pacientes da Unimed. “O numero de casos de gripe tende a cada vez diminuir mais. E é o que a gente consegue observar aqui na prática”, revela.

Para a especialista no controle de infecções, a noção da importância desses cuidados, alavancada pela pandemia, veio pra ficar. “A gente sempre diz que o que não é visto, não é temido; e o hábito da higiene sempre foi deixado muito em segundo plano. Mas com a pandemia, a população conseguiu ver o impacto dessas boas práticas e perceber o que esses inimigos invisíveis podem causar a população”, avalia. “Eu acredito que a tendência é a gente diminuir não só a transmissão do coronavírus, mas de todas as outras doenças infecciosas que a gente já tinha contato. Vai acabar se tornando uma rotina da população.”

Como lavar as mãos corretamente

1º – Sem acessórios como anéis ou pulseiras, molhe as mãos com água corrente limpa;

2º – Com a torneira fechada, inicie a aplicação do sabão em toda a mão, nas palmas, dorso, entre os dedos, na ponta dos dedos, debaixo das unhas e nos punhos;

3º – Esfregue bem as mãos, de 40 a 60 segundos. A fricção, aliada ao produto, é muito importante;
4º – Enxágue bem, com água corrente, e seque, preferencialmente com uma toalha de papel. Use a mesma para fechar a torneira.

 

Mas e o álcool gel?

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Assim como a água e o sabão, ele pode ser usado para a higiene. A única exceção é que ele não adianta para limpar sujeiras que são visíveis das mãos. Do mais, no caso da preocupação com secreções, funciona. O indicado é que a limpeza com o álcool dure de 20 a 30 segundos, também abrangendo todas as áreas das mãos. Um plus desse produto é a praticidade, já que ele pode ser levado no bolso ou na mochila para qualquer lugar, independendo da disponibilidade de água.
Fonte: Senac Saúde.

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