As vendas por canais digitais já eram fortes no passado. No contexto da pandemia, tendem a crescer ainda mais. FOTO: PIXABAY

Dia de ofertas deve ter algumas mudanças, mas cuidados na compra se mantêm

Entramos em novembro – sim, 2020 já tá acabando – e a gente já começa a falar em Black Friday. Neste ano, a “sexta-feira negra”, em tradução livre do inglês, vai cair no dia 27 de novembro, prometendo um dia de descontos e condições atrativas que, para alguns varejistas, são estendidas para toda uma semana ou, inclusive, para todo o mês. Já têm redes prometendo descontos de até 80% em seus produtos, mas a pandemia, como em tudo, tende a trazer algumas transformações a essa que se tornou uma das datas mais importantes para o comércio.

Uma primeira consequência do ano da pandemia é que muita gente teve que se segurar nas compras nos últimos meses por ter tido a sua renda reduzida; e tende a estar esperando por promoções atrativas para comprar algum bem de necessidade – eletrodomésticos e eletroeletrônicos costumam estar em alta na Black. Essa é uma expectativa que está animando o setor, numa perspectiva de recuperar perdas com os meses fechados e ampliar vendas, na comparação com 2019, entre 10% e 15%. Há projeções, ainda mais otimistas, que falam em acréscimo de 30% nas vendas.

Outra tendência importante, dado o contexto do coronavírus, é o acréscimo das vendas pelos canais digitais. Além de mais consumidores terem se habituado a fazerem suas compras pela internet durante o isolamento social, também muitas empresas, com portas fechadas, entraram ou investiram nesse método de venda. Há expectativa de crescimento, mas sempre cabe um apontamento importante: num ano de dificuldades, priorizar e apoiar as lojas do comércio local faz a diferença!

E é preciso falar nos atrativos da Black Friday neste ano tão atípico. Há, sim, ofertas de alguns descontos agressivos, mas a tendência é que estes não apareçam tanto como em anos anteriores. Especialistas citam o aumento do dólar, a falta de alguns insumos no mercado e a alta generalizada de preços com fatores que estão pressionando os custos e que devem dificultar a oferta de grandes descontos, especialmente dentre empresas de menor porte. O atrativo da Black, nesse sentido, deve pesar em melhores condições de crédito e prazo como diferenciais aos consumidores.

Esses não mudam! Que cuidados tomar para ir às compras
MONITORE OS PREÇOS COM ANTECEDÊNCIA – É hora de já ir pesquisando preços para não cair naquele do “desconto sobre o dobro do preço do produto”. Fique atento aos sites e aos encartes e use aplicativos como o “Zoom”, que te ajudam a acompanhar as principais ofertas do mercado.

DESCONFIE – A gente sabe que ninguém faz milagre. Então, se o preço é muito fora da casinha, desconfie! Pode se tratar de golpe, de produto com defeito ou até de site falso para roubo de dados pessoais.

NÃO COMPRE POR IMPULSO – Faça uma lista de desejos e estipule um orçamento para a Black. As condições da data geram grande apelo, mas é preciso se controlar para não se endividar, ainda mais numa época como a que estamos vivendo.

CUIDADO COM PRODUTOS DESCONTINUADOS – Tem quem aproveite a febre de compras para se livrar de produtos em estoque que já foram ou estão para ser descontinuados. É um cuidado a se ter, especialmente, com itens de tecnologia ou eletrodomésticos que, depois de comprados, tendem a ser um problema para atualizações, reparos e afins.

LEIA AS LETRAS MIÚDAS – Na tensão por efetivar a aquisição dentro do dia da Black, muita gente acaba não lendo todas as condições de compra. É preciso cuidado e estar atento, especialmente, às condições de troca; que NÃO são obrigação do vendedor.

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