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O Jornal Ibiá teve acesso ao documento protocolado junto ao Estado pedindo a revisão dos dados para que os municípios não entrem em bandeira vermelha no sistema do Distanciamento Social Controlado. Em seis páginas, os prefeitos de 16, das 18 prefeituras em questão, citam pontos que o governo estadual não teria levado em conta para definir a categoria. Apenas Nova Santa Rita e Sapucaia do Sul não estão demandando a volta para a bandeira laranja, que é a atual.

Endereçado ao gabinete de crise para enfrentamento da pandemia, o documento expõe que não foram contabilizados três leitos de UTI da região, que estão instalados no Hospital de Pronto Socorro de Canoas. Essa conclusão só teria vindo de conversa com uma diretora do Departamento de Assistência Hospitalar e Ambulatorial do Estado, pois os prefeitos não teriam tido acesso total à base de dados usada para definir os indicadores das bandeiras.

“O corpo técnico que buscou analisar os dados para apresentar este pedido de reconsideração solicitou, de forma exaustiva, a planilha Excel com as fórmulas dos cálculos das bandeiras, na medida em que o documento disponibilizado junto ao site não informa de maneira clara os dados que compõem a base de cálculo dos indicadores, bem como impossibilita aos gestores municipais projetar os cenários necessários para as tomadas de decisão em resposta à cor da bandeira calculada”, criticam os prefeitos no documento.

Para além dos leitos que não teriam sido contabilizados, o documento lista 16 novos que devem ser abertos ainda no início desta semana: dez no Hospital de Pronto Socorro de Canoas; 3 no Hospital Universitário, em Canoas; e 6 leitos no Hospital São Camilo, em Esteio. “Ainda, quanto aos leitos clínicos, cabe ressaltar que o Município de Canoas já disponibiliza 180 leitos aptos a serem utilizados e que não estão sendo contabilizados para o cálculo do modelo de distanciamento controlado”, adiciona o documento.

Os prefeitos também oficializaram uma crítica ao indicador sobre o estágio de evolução do contágio pelo novo coronavírus, que pode vir a prejudicar municípios que testam mais cidadãos do que outros. “A política de testagem própria dos Municípios da Região 08, embora indiscutivelmente recomendada pela Organização Mundial de Saúde, acaba por ‘penalizar’ a região pela estratégia própria adotada. Tal indicador deve ser revisado por esse gabinete”, pedem.

Eles finalizam reforçando o desejo em continuar na atual bandeira laranja, que é menos restritivo, mas se comprometem a adotar novas medidas para restringir a circulação de pessoas na cidade. O fechamento do comércio no próximo final de semana (dias 27 e 28 de junho) foi um dos exemplos dados.

Assinam o documento os prefeitos de Barão, Brochier, Canoas, Capela de Santana, Esteio, Harmonia, Maratá, Montenegro, Pareci Novo, Salvador do Sul, São José do Sul, São Pedro da Serra, São Sebastião do Caí, Tabaí, Triunfo e Tupandi. Em paralelo, a Associação dos Municípios do Vale do Rio Caí está pleiteando a separação dos municípios do Vale dos da Região Metropolitana, visando ainda mais flexibilizações. O governador Eduardo Leite tem até o fim da tarde de segunda-feira para responder ao pedido.

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