Imagens das câmeras da escola de São José do Sul são de caso anterior, já investigado da PC, e mostram educadora em reações onde teria sido agressiva com crianças . Fotos: Reprodução do vídeo original

INVESTIGAÇÃO. Depois das denúncias sobre fato ocorrido em São José do Sul, novos casos chegaram à Polícia

O delegado Paulo Ricardo Costa, titular da Delegacia de Polícia Civil de Salvador do Sul, trabalha na investigação de nova denúncia de “maus-tratos” em uma Escola de Educação Infantil no município. Além deste, outros relatos chegaram ao conhecimento da PC no final de 2018 e o primeiro semestre deste ano. No final do mês de julho, o delegado concluiu o processo de investigação sobre denúncia referente a uma creche de São José do Sul. O inquérito policial levou ao indiciamento da suspeita e já foi encaminhado à Justiça, para os devidos desdobramentos.

Para preservar a identidade da possível vítima, o delegado não dá detalhes da investigação. Ele diz que, após o caso de São José do Sul, outras situações foram relatadas. “Nós temos outro episódio. É uma questão que nos chama atenção. Estamos apurando com o devido cuidado para resguardar tanto a criança quanto os envolvidos”, afirma Paulo.

Recentemente foi concluída a investigação sobre suspeitas de maus-tratos envolvendo o filho do prefeito de São José do Sul, Sílvio Inácio de Souza Kremer. A denúncia foi feita pelo próprio pai do menino. Imagens das câmeras de monitoramento da escola foram usadas na investigação. Nelas, há cenas da educadora empurrando a criança de um banco onde estava sentada com os colegas. Em outro momento, durante a hora de descanso da turma, a mulher usa o pé para empurrar o garoto para que se deite na cama.

Logo que o fato se tornou público, o advogado da suspeita procurou o Jornal Ibiá e relatou que sua cliente passava por problemas de saúde, causados por um quadro depressivo, o que poderia ter feito com que agisse mais rispidamente em algum momento. Mas que isso não poderia ser visto como algo intencional, com o propósito de agressão. Após Processo Administrativo Disciplinar realizado pela Prefeitura, a educadora foi exonerada. Contudo, o afastamento teria sido anulado porque a acusada gozava de auxílio-doença previdenciário.

Nem todas as denúncias que são levadas à autoridade policial têm prosseguimento. Isso ocorre quando não há elementos para comprovar a veracidade do fato. Logo após o registro de ocorrência feito por Sílvio Kremer, outro pai divulgou nas redes sociais que seu filho de cinco anos também teria sido “agredido”, mas, até o momento, não houve comprovação. “O outro caso não tem elemento nenhum a indicar que houve maus-tratos. Foi um cidadão que apareceu depois dessa acusação, até para tentar desestabilizar o fato conhecido pela Polícia. Acho que foi algo precipitado. Tem uma apuração, mas falta a perícia para conclusão desse procedimento”, explica o delegado. A assessoria de comunicação de Salvador do Sul informou que a Administração Municipal ainda não foi informada sobre o caso.

Imagens das câmeras da escola de São José do Sul são de caso anterior, já investigado da PC, e mostram educadora em reações onde teria sido agressiva com crianças . Fotos: Reprodução do vídeo original
Manifestação do prefeito de São José do Sul sobre os casos
“Digo que sempre me pautei e continuo a me pautar com o conforto e a segurança de nossas crianças nas escolas, quando tomei conhecimento da situação, levei o caso aos órgãos públicos competentes. Encaminhei as imagens em reunião ao Conselho Tutelar, onde solicitei providências a respeito e uma conselheira me acompanhou à Delegacia de Polícia onde foram feitos registros por acharem necessário devido ao comportamento inadequado da educadora Infantil, e a gravidade das imagens, inclusive uma conselheira tutelar também fez registro na Secretaria da Educação do Município, após assistir as imagens, sentindo-se atingida também.

Quando fui informado de que atitudes estranhas por parte de servidor estavam ocorrendo na então creche, fui até o local com um técnico onde, solicitei a então diretora da creche na época, para acessar o circuito de vigilância interno, solicitei à diretora um Pen Drive, onde foram copiadas algumas imagens. Analisando imagens de tão somente dois dias de trabalho da servidora observei que a mesma não tinha condições de cuidar de crianças pelo jeito e atitudes a qual tratava os menores, podendo observar tratos não adequados a pelo menos quatro crianças nesses dois dias de trabalho.

Então com o pedido de providência protocolado pela conselheira tutelar e o meu pedido junto a Secretaria da Educação, na esfera Administrativa, deleguei ao Vice-Prefeito Marcelo a competência para conduzir o Processo Administrativo Disciplinar (PAD), o qual nomeou-se uma comissão formada por três funcionários de carreira, afastando a servidora do trabalho e iniciando-se o processo ouvindo testemunhas e a acusada dando ampla defesa ao contraditório para a mesma. Esgotando todos os tramites legais e contestações a comissão emitiu parecer pela demissão da servidora.

Quanto ao outro caso de suposta agressão foi aberta uma sindicância e agora uma PAD sendo que o processo esta em fase de inquirição de testemunhas, tudo dentro dos prazos legais conforme a legislação.
Att. Silvio”.

Deixe seu comentário