Novembro é o mês dedicado ao cuidado com a saúde do homem. No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre eles (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos e considerando ambos os sexos, é o segundo tipo mais comum. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) a doença deve atingir mais de 68 mil pessoas entre 2018 e 2019.

A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela tem a forma de maçã e se situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto (parte final do intestino grosso). Por seu interior, passa a uretra, detalhe anatômico que explica por quê, nas hipertrofias prostáticas, surge dificuldade para urinar, queixa comum nos homens com mais de 50 anos. A próstata produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozoides, liberado durante o sexo.

A detecção precoce do câncer é uma estratégia para encontrar o tumor em fase inicial e, assim, possibilitar melhor chance de tratamento. O diagnóstico depende da realização de exames periódicos em pessoas sem sinais ou sintomas, mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença. Cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos.

Alguns fatores podem aumentar o risco de incidência da doença. A idade é um fator importante. Tanto a incidência quanto a mortalidade aumentam significativamente após os 50 anos. Outro fator considerável, de acordo com o Inca, é ter pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos, podendo refletir tanto fatores genéticos (hereditários) quanto hábitos alimentares ou estilo de vida de risco de algumas famílias. Excesso de gordura aumenta o risco de câncer de próstata avançado. Exposições a aminas aromáticas (comuns nas indústrias química, mecânica e de transformação de alumínio) arsênio (usado como conservante de madeira e como agrotóxico), produtos de petróleo, motor de escape de veículo, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA), fuligem e dioxinas também podem ser associadas a esse tipo de câncer.

Em geral, a doença pode ser detectada pela combinação de dois exames, o PSA, um exame de sangue específico, e o toque retal, em que o médico apalpa a próstata para verificar se há nódulos ou tecidos endurecidos. Confira mais informações sobre a doença:

Sem sintomas!
Em fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas ou, quando isso acontece, eles são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata, como dificuldade em urinar ou vontade de ir ao banheiro mais vezes durante o dia ou à noite. Na fase avançada, pode provocar dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.

Tratamento
Para doença localizada (que só atingiu a próstata e não se espalhou para outros órgãos), o tratamento pode ser através de cirurgia, radioterapia e até mesmo observação vigilante. Para doença localmente avançada, radioterapia ou cirurgia em combinação com tratamento hormonal. Para doença metastática (quando o tumor já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento mais indicado é a terapia hormonal. A escolha deve ser individualizada e definida pelo médico.

Alguém da família já teve?
Se o homem tiver alguém da família – principalmente do lado paterno – que tenha tido o câncer de próstata, deve começar a fazer o check-up a partir dos 45 anos. Se não teve, pode começar a visitar o médico a partir dos 50.

Tem colesterol alto? Cuidado!
Pouquíssima gente sabe, mas manter o colesterol estabilizado pode ajudar a prevenir o câncer na próstata. Inclusive, o urologista Alex Meller, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), afirma que pacientes que têm o câncer e mantêm o colesterol controlado, têm uma diminuição considerável na gravidade do câncer.

Tabu desnecessário
O exame de toque, um dos mais eficazes na hora de detectar o tumor no paciente, ainda é um tabu entre os homens. Em geral, as mulheres tomam a iniciativa e convencem os homens a passarem pela consulta.

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