Em Montenegro o Passo Montenegro marcava 3,21 metros às 15h de hoje

Com chuvas torrenciais desde o início da tarde dessa segunda-feira, 29, o nível do Rio Caí está subindo consideravelmente. Segundo o Monitoramento Hidrológico Sala de Situação SEMA RS, o Rio Caí encontra-se em elevação e tem uma das maiores respostas hidrológicas das bacias do Estado. Com o seu nível acima dos limiares de atenção o Rio já está em condição de atenção, e a Defesa Civil está acompanhando a situação.

Com o nível mais elevado a Defesa Civil Municipal de São Sebastião do Caí já trabalha com a possibilidade do Rio Caí chegar a 11 metros ainda nesta terça-feira, saindo de seu leito normal e invadindo as ruas ribeirinhas do bairro Navegantes. De acordo com a Prefeitura, é possível que ocorram algumas remoções nesta quarta-feira, 1°.

Segundo o Sistema de Alerta de Eventos Críticos da Bacia do Rio Caí (Sace-Caí), às 15h de hoje as águas no Caí marcavam 8,33 metros e subiam cerca de 60 centímetros por hora. O coordenador da Defesa Civil caiense, Pedro Griebler, relata que o órgão está em alerta e monitora o clima e o Rio Caí. Desde a noite dessa  segunda-feira, choveu mais de 88 milímetros no município.

Diversos galhos e folhas são vistos no Rio

Em Montenegro o Rio Caí marcava 3,21 metros às 15h. Apesar do nível ser bem mais baixo também é preocupante, pois o ponto de inundação no município é de 6 metros. Segundo o coordenador da Defesa Civil de Montenegro, Elton José Santos da Silva, para essa terça-feira não há possibilidades de inundação ou alagamento.

A Defesa Civil também divulgou boletim alertando chuvas intensas, descargas elétricas e ventos entre 70 e 100km/h esperados para hoje. A recomendação é evitar deslocamentos entre essa terça e quarta-feira. Em caso de dúvidas e emergências basta ligar para: Bombeiros Militares – 193 ou 36322333; Defesa Civil – 36324784 ou 997107860; Guarda Municipal – 153 ou 96702289 e Brigada Militar – 190 ou 36324436 – Wathasapp – 986879085.

O grande volume de chuva sobre o Estado é resultado de uma “ciclogênese”, ou um “ciclone bomba”, que trouxe também queda de granizo em algumas regiões e rajadas de no leste gaúcho, onde fica a Região Metropolitana de Porto Alegre.

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