A Promotoria de Justiça de Montenegro irá recorrer da decisão da Justiça da Comarca emitida na quinta-feira, 2, que negou a prisão preventiva do denunciado Paulo Ademir de Moura, o “Zoreia”, um dos criminosos que estavam no sítio onde ocorreu a morte do policial civil Leandro de Oliveira Lopes, 30 anos, no dia 2 de maio do ano passado na localidade de Matiel, interior de Pareci Novo. Ele e Valmir Ramos, o “Bilinha”, foram denunciados pelo Ministério Público por 24 tentativas de homicídio durante a ação. A Justiça concedeu o pedido de preventiva contra Bilinha.

Zoreia foi preso 13 dias depois do fato em Terra de Areia e está, atualmente, na Penitenciária Modulada de Montenegro. Ele responde a cinco processos por homicídio e um por latrocínio em Sapiranga, uma tentativa de homicídio em Taquara, posse de arma ilegal e roubo majorado. O comparsa dele, Valmir Ramos, está foragido há um ano.

Os dois foram denunciados à Justiça por 24 tentativas de homicídio duplamente qualificado (para assegurar a impunidade e vantagem de crimes anteriormente praticados e contra policiais), bem como por posse de entorpecentes, posse ilegal de arma e roubo à mão armada. A denúncia foi apresentada à Justiça da Comarca na última sexta-feira, 26, pela promotora de Justiça Graziela Lorenzoni, e aceita pelo Judiciário.

Valmir e Paulo perceberam a aproximação dos policiais e, então, deixaram a casa, atirando contra os agentes. Apesar do revide dos policiais, os alvos da operação não foram atingidos e fugiram do local.

Leandro foi atingido pelas costas, de baixo para cima. A perícia comprovou que o tiro partiu de um fuzil 5.56, usado por oito policiais, mas não conseguiu determinar de qual arma saiu. Por isso, por ausência de nexo de causalidade entre conduta e resultado, inexistência de suficientes indícios de autoria, entre outros fatores, o MP pediu e a Justiça acatou o arquivamento da investigação.

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