Lutadora passará pela primeira pesagem oficial nesta terça-feira. Foto: Tati e Duda Fotografia

O Campeonato Mundial de Muay Thai inicia nesta terça-feira, na Tailândia. De hoje até o dia 20 deste mês, os principais lutadores do planeta se encontrarão na capital Bangkok. Entre eles, está Fernanda Vodzik, atleta da Academia Nitro Team. Realizando um sonho no país asiático, ela representa Montenegro na disputa e vai em busca do cinturão mais almejado da modalidade.

Desde sábado à noite na Tailândia, Fernanda vive a expectativa de fazer sua estreia no torneio. Durante a tarde desta terça-feira, a atleta passará pela primeira pesagem oficial (há pesagem em todos os dias do evento). Na parte da noite, a organização do Mundial realizará o sorteio das lutas de quarta-feira. Entretanto, isso não quer dizer que Fernanda conhecerá hoje sua primeira adversária, já que o sorteio determina apenas as lutas do dia seguinte, e nem todos os competidores vão entrar no ringue na quarta-feira.

“O psicológico é um desafio que estou, todos os dias, tentando controlar. O Ariel (treinador) me fala o tempo inteiro que ‘é mais uma luta, como todas as outras’. Ele esteve em meu corner em todas as 13 lutas de muay thai que fiz, e dessa vez não terei ele no meu corner. Está sendo uma batalha ficar longe da minha filha, mas estou falando com ela o tempo inteiro”, destaca a atleta da Nitro Team.

Um dos fatores que mexe com o psicológico de Fernanda é a chance de ser a melhor lutadora do mundo em sua categoria. “Dá um frio na barriga quando paramos para pensar onde chegamos. Sempre quis estar aqui, meu sonho sempre foi participar do Mundial. É o ápice, é a luta mais importante de qualquer lutador de Muay Thai. Estava conversando com minha colega de quarto. A gente faz parte da Seleção Brasileira de Muay Thai de 2019, isso vai ficar registrado para sempre na história. Por isso, temos que trabalhar o tempo todo o psicológico e controlar a ansiedade”, acrescenta.

Além de ansiedade, os primeiros dias de Fernanda na Tailândia têm sido de adaptação, ao clima, à cultura e principalmente à culinária. “É bem quente aqui. O trânsito é muito doido, andam três pessoas em cima de uma moto, sem capacete, as mulheres de lado na moto, mas me parece um país bem seguro. A alimentação está sendo bem complicada, pois é tudo diferente do que estou acostumada a comer. Está bem difícil de manter a dieta. É tudo com muita pimenta”, conta.

“A parte de Bangkok que estou agora é bem poluída. É um contraste. Você olha para cima e vê prédios chiques, lindos. Aí você olha para o chão e vê as pessoas fazendo e vendendo comida na rua, super pobres”, completa Fernanda.

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