Ricardo nasceu em 24 de junho de 1954.

Técnico agrícola de formação e radialista por paixão, faleceu na manhã desta sexta-feira o montenegrino Ricardo Teodoro Dreher, aos 66 anos. Ele estava internado no Hospital Bruno Born, de Lajeado, há cerca de uma semana, tratando de complicações de saúde decorrentes de um câncer e de diabetes. Atualmente, era interno do Instituto Pella Bethânia, de Taquari, uma casa de acolhimento de idosos ligada à Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB).

Profissional do setor agropecuário, Dreher foi funcionário da Emater e, nesta condição, apresentava um programa informativo na Rádio América, com orientações aos produtores rurais. A identificação com o microfone foi imediata e ali, no começo dos anos 80, nasceu uma paixão que o acompanhou a vida toda. A desenvoltura na “latinha” levou a direção da emissora a convidá-lo para participar das jornadas esportivas. Nascia um habilidoso comunicador, tanto na narração quanto nos comentários.

Ex-colega, José Alfredo Schmitz lembra de Ricardo como uma pessoa extremamente inteligente e de raciocínio rápido. Em 1983, os dois criaram um programa de jornalismo e entrevistas chamado Realidade, que está na grade da emissora até hoje. “No aniversário da Rádio, em 17 de junho último, ele deu um depoimento no ar, por telefone, lembrando daqueles bons tempos”, recorda o radialista.

Schmitz e Dreher não foram apenas parceiros de estúdio. Ao longo de quase toda a década de 80, a América transmitia os jogos da equipe de vôlei da Frangosul. Em narrações emocionantes, enquanto um “levantava a bola”, o outro “cortava”, numa época em que a modalidade tinha pouquíssimo espaço no dial. “Foram muitas viagens e jornadas com a Frangosul”, ressalta Schmitz. A dupla era considerada por atletas e dirigentes como parte da família, tamanho o entrosamento e o respeito entre eles.

A popularidade do comunicador o levou para a Política. Em 1989, na gestão Schüller/Mattana, foi criado o primeiro departamento voltado para a Agricultura no Município. Dreher foi convidado para dirigi-lo, função que desempenhou até 1992, quando concorreu a vereador. Como não se elegeu, voltou para o rádio, mas três anos depois deixou a cidade para trabalhar na área de comunicação da cooperativa Certel, em Teutônia. Como a paixão pelo microfone ainda era a mesma, rapidamente integrou-se à equipe da Rádio Popular, com a qual manteve vínculo até 2009.

Ricardo deixa enlutados os filhos Rafael (que reside em Austin, no Texas – EUA), Paulo Fernando (que mora em Porto Alegre) e Renata (moradora de Estrela); os netos Arthur e Helena; e também a mãe dos seus filhos, a professora Eliane Henke Magalhães, residente em Teutônia. A despedida será em Montenegro. Na manhã de domingo, ocorrerá velório das 8h às 11h na Capela São João, da Funerária Vargas, e posterior sepultamento.

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