Das 60 duplas em Montenegro, seis se classificarão ao Brasileiro em Pesqueiros

Segundo os participantes do evento realizado em Montenegro neste final de semana, a pesca profissional é o segundo esporte mais praticado do mundo, perdendo apenas para o futebol. Sua baixa popularidade se deve ao fato de, em muitos lugares, ainda não ser considerado como esporte, e a ideia de que é uma pratica de elite. E a luta dos praticantes para divulgá-lo tem como argumento o fato de nos Estados Unidos movimentar anualmente cifras na casa dos bilhões de Dólares.

Vitória é alcançada através do somatório de quilos e pelo maior peixe

O que aconteceu sábado e domingo no Pesque e Pague Gabardo, na localidade de Pesqueiro, foi a 1ª e a 2ª etapa do Campeonato Gaúcho em Pesqueiros. Apesar do título local, entre os 120 esportistas, divididos em 60 duplas, havia representantes de diversos estados. Isso por que a competição integra o Campeonato Brasileiro em Pesqueiros como etapa classificatória para a grande final, em março de 2020, no estado de São Paulo.

Depois de lançar a linha, a técnica é ter paciência

De Montenegro sai seis duplas vencedoras, premiadas com medalhas, troféu e – o mais importante – todas as despesas para a final pagas, onde concorrerão ao prêmio de R$ 100.000.00. Já no Gaúcho a premiação é feita por etapa – sábado e domingo – para duas duplas pela soma de quilos de peixe e uma dupla pelo maior peixe do dia. Dentre estes saem os grandes campeões da regional, por quilo e maior peixe.

Fiscal mostra Passaquá – para tirar o peixe – com malha de trama pequena para não machucar

Uma regra importante a ser destaca é que peixes com menos de dois quilos não são considerados. Na raia do Gabardo, a média foi de 10 quilos, e em geral estavam saindo peixes com 5 ou 6 quilos, mas no domingo houve o registro de um de 17 quilos. O açude foi especialmente cavado para o Campeonato, dentro das medidas de 120 por 80 metros de diâmetro, e 2,5 de profundidade. Foram colocadas 11 toneladas de Carpas, capim, cabeçuda e húngra, Pacu e Tambacu.

Regra é não mal tratar o animal
Toda essa etapa de construção e acondicionamento dos peixes teve supervisão do biólogo Fabio Mori, que permaneceu no final de semana para monitorar qualidade da água e alimentação dos animais. Sua presença revela o zelo da organizadora do evento, a Fish TV, um canal de tevê por cabo e do Youtube exclusivo para pesca profissional.

Pescadores garantem que este anzol traz apenas um incômodo ao peixe

Kleber Sanches é pescador e locutor de pescaria do canal, que explicou os critérios deste esporte. Na atividade o peixe não morre. Ele é pescado, tirado da água, pesado e medido, depois devolvido à água. “O peixe é sempre devolvido. É uma regra. Mas devolvido em condições de viver”, declarou.

Que minhoca o que! Profissionais usam massa a base de farinhas com pó para sorvete e até leite condensado

Para isso o anzol não tem ponta tipo flecha, sendo apenas um arame pontiagudo. A “farpa”, um tipo de gancho onde o anzol é torcido que dificulta a fuga, é suprimido. Até o manuseio tem regra, e o pescador deve tirá-lo da água na posição de cócoras, evitando que o peixe se machuque se cair de suas mãos.

E a isca não fica no anzol, mas nesta mola acima dele

São seis horas de pescaria, dividas em quatro tempos de 1 hora e meia. Nesta divisão existe a vantagem da rotação, na qual cada pescador pesca em um dos quadrantes do açude. Sanches explica que cada local tem suas características próprias, e a rotação dá oportunidades iguais aos competidores.

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