Procurado pela reportagem do Ibiá na tarde de quinta-feira, 24, o pai do menino montenegrino diagnosticado com meningite bacteriana havia preferido não se manifestar. Porém, diante da repercussão do fato e de informações inverídicas publicadas em redes sociais, na manhã desta sexta-feira, 25, ele procurou pelo Jornal Ibiá para esclarecer o assunto. Após pedir para ter a identidade preservada, ele explicou que na segunda-feira, dia 21, a criança foi à aula normalmente, no turno da manhã, na escola Manuel de Souza. “Estava só com resfriado, nada que o faria faltar aula. Na madrugada de terça-feira, ele teve febre e dor de cabeça, e levamos na terça de manhã, na primeira hora, ao posto de saúde. Fomos muito bem atendidos e o doutor fez todos os procedimentos: pediu pra ele baixar o queixo no peito e ele o fez sem problemas, só um pouco de dor de cabeça. Então diagnosticou sinusite, deu medicação e um atestado de dois dias”, relata o pai do menino.

Após a terça-feira em casa, a dor de cabeça foi aumentando e febre ficou alta. À noite, piorou e, já na quarta-feira, no início da madrugada, o menino foi levado para a emergência do Hospital Montenegro com febre alta, dor de cabeça e vômito. “O médico examinou, já internou e, por conta própria, só com suspeita de meningite, já receitou medicação para a doença, o que foi a salvação”, relata o pai. Na quarta-feira pela manhã, o cidadão foi à escola, levou o atestado recebido no posto de saúde e informou que o filho estava internado com suspeita de meningite e que, quando confirmado, avisaria imediatamente. “Mas até o momento era só uma suspeita, pois para confirmar é preciso fazer uma punção lombar. Como teve outras complicações, o procedimento foi feito na quarta à noite. O resultado veio exatamente às 16h45min de quinta-feira de tarde e, nessa hora, meu filho já estava fora de perigo. Foi liberado do isolamento e tudo isso pela competência do doutor que o atendeu e logo introduziu o medicamento correto, pois, se não tivesse meningite, não iria ter efeito colateral”, relata.

Sabendo que se trata de uma doença perigosa, ele diz que, em nenhum momento sequer, a família, escola ou hospital pensaram em ocultar ou abafar o caso, como chegou a ser colocado em redes sociais. “Não foi falado nada pois era só suspeita e não queríamos causar pânico, só estávamos esperando o laudo para ter certeza. Daí, sim, tomar as providências, onde o hospital e os órgãos competentes tomassem as devidas atitudes. Acredito que se você tem um filho e vê que ele está gripado e com febre, a primeira coisa a fazer é procurar um médico e não mandar pra escola”, esclarece o responsável pela criança. O menino, que cursa o 7º ano na Escola Estadual de Ensino Fundamental Manoel De Souza Moraes, vai ficar no hospital de sete a 14 dias para o tratamento completo. Ele já está no quarto, se alimentando e está bem. “Minha gratidão ao doutor e a toda a equipe do Hospital Montenegro, pelo excelente atendimento” finaliza.

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