Cristiane e Gerson celebraram com a pequena Ágata a conquista da casa própria

Famílias receberam escrituras das 40 casas do programa Minha Casa, Minha Vida

Anunciado em 2013, o Loteamento São Nicolau, construído através do programa Minha Casa, Minha Vida em Maratá, foi entregue oficialmente na noite desta segunda-feira, dia 30, concretizando o sonho de 40 famílias. A demora foi longa, mas valeu a pena. “A emoção é muito grande, é um sonho conquistado”, declarou Cristiane Raquel Borgmann minutos após receber o contrato, a planta e o memorial descritivo do imóvel que agora é dela. Com 30 anos, a costureira concretizou junto do companheiro Gerson Silveira, 30 anos, e da filha Ágata, de um ano e dois meses, o sonho da casa própria.

De fato, a família já estava morando na residência desde janeiro deste ano, mas faltava a documentação que atestava que o imóvel era mesmo deles. “É muito bom morar aqui”, garantiu Cristiane. Para Gerson, a oportunidade de ter a casa própria através do programa do Governo Federal abre portas. “O dinheiro que seria investido numa casa podemos investir no futuro da filha”, afirmou.

Moradores do loteamento receberam os documentos que declaram que as residências são, de fato, suas

A obra do loteamento esteve sob responsabilidade da Associação Comunitária da Vila Capão da Cruz (ACVCC), de Sapucaia do Sul, e deveria ser entregue em 24 meses após o início dos trabalhos, que começaram em junho de 2016. No entanto, o prazo atrasou em razão de uma mudança no projeto. A mudança foi necessária em virtude de um córrego que corta a área. Assim, houve uma extensão de cerca de 100 metros da rua do loteamento e oito casas foram construídas do outro lado do curso d’água. Havia a expectativa de que a entrega ocorresse ainda em junho de 2018, mas o prazo acabou sendo prorrogado por mais seis meses.

De fato, as obras foram finalizadas dentro desse prazo. No entanto, conforme a secretária de Assistência Social da Habitação e Assistência Social de Maratá, Gládis Teresinha Stein, a demora de mais 12 meses para a entrega oficial das casas – que possuem dois quartos, um banheiro e sala e cozinha conjugados – ocorreu em decorrência da burocracia junto ao Registro de Imóveis. “É oficial, então, o projeto está entregue. Estou muito feliz com essa realização”, declarou sobre o evento da noite de segunda-feira.

Cerimônia de inauguração contou com a presença dos beneficiários e lideranças marataenses locais

A secretária lembrou que a realização do Loteamento São Nicolau iniciou sem problemas, mas que imprevistos acabaram postergando a sua entrega. “Estamos felizes em poder proporcionar uma melhor qualidade de vida para essas famílias”, garantiu. De acordo com Gládis, das 40 famílias beneficiadas apenas cinco ainda não estão seus imóveis. A titular da pasta de Habitação e Assistência Social salientou, ainda, que as famílias beneficiadas pagarão por 10 anos 5% da renda familiar pelo imóvel.

Em sua fala, o prefeito Fernando Schrammel recordou da luta política para trazer um loteamento do programa Minha Casa, Minha Vida para Maratá e salientou que a realização de tal projeto era um compromisso da sua gestão. “Que vocês tenham muitas felicidades e saúde nessas casas”, desejou aos beneficiários.

Casa nova, sonhos novos

Daniele é só sorriso com a nova residência

Com a casa nova e a independência do aluguel, Daniele Heinemann, 32 anos, já trabalha com o marido e a filha em melhorias no imóvel. O primeiro passo da família, que já ocupa a residência desde janeiro deste ano, foi cercar a parte da frente para garantir que os dois cachorrinhos da família não fugissem. Agora, ela pretende melhorar o pátio. “Antes (quando pagávamos aluguel) morávamos num segundo andar e não tínhamos pátio”, comentou. Segundo a agricultora, morar na sua própria casa é uma sensação diferente. “Pagamos uma coisa que é nossa”, resumiu.

Erni aos poucos vai dando a cara que deseja para a sua casa própria

Quem também já imagina os próximos passos após a concretização do sonho da casa nova é Erni Diemer, 36 anos. O construtor civil mora com sua companheira e foi mobilhando aos poucos a sua nova residência. Ele já plantou um pé de quaresmeira e outras plantas no seu jardim. “Também quero cercar e aumentar os fundos, mas vamos devagarzinho porque não está fácil o dinheiro”, comentou. “Ter a casa própria é uma alegria imensa, é a melhor coisa que poderia acontecer”, reforçou e revelou mais um desejo: que a sua companheira se mude com ele para a nova casa.

Representantes dos beneficiários, Magda Perez, durante a cerimônia de entrega das escrituras, disse que os moradores do loteamento deveriam estimar a casa própria. “Devemos valorizar a conquista de um endereço, de uma identidade”, disse. Ela também desejou que a satisfação dos moradores como proprietários de imóveis seja maior do que o difícil período de espera para a concretização do sonho da casa própria.

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