O governo do Estado divulgou há pouco, nesta sexta-feira, o mapa preliminar da 12ª rodada do Distanciamento Social Controlado. Mais uma vez, como já vem ocorrendo há mais de um mês, Montenegro se mantém na bandeira vermelha, de risco alto pela contaminação e ocupação de leitos hospitalares em decorrência do novo coronavírus.

O mesmo vale para os demais municípios da mesma região: Barão, Canoas, Capela de Santana, Esteio, Harmonia, Nova Santa Rita, São José do Sul, São Sebastião do Caí, Sapucaia do Sul e Triunfo. Apesar também comporem o grupo, Brochier, Maratá, Pareci Novo, Salvador do Sul, São Pedro da Serra, Tabaí e Tupandi podem seguir com regras da bandeira laranja pois não tiveram óbitos ou hospitalizações de moradores nos últimos quatorze dias.

Quem ficou com as maiores restrições da bandeira vermelha – que limita as atividades empresariais – ainda pode recorrer. Os pedidos de reconsideração serão avaliados pelas equipes técnicas do governo se entregues até as 6 horas da manhã deste domingo pelos prefeitos. Kadu Müller, de Montenegro, tem feito uso dessa ferramente semanalmente, mas, até então, ainda não houve caso de o governo estadual ter voltado atrás. O mapa definitivo da próxima semana, após a análise dos pedidos, é divulgado no fim da tarde de segunda-feira, dia 27.

No período analisado pelo Estado, a região de Montenegro mostrou piora no número de hospitalizações de pacientes com coronavírus, na comparação com a semana anterior, ainda que tenha apresentado aumento no número de UTI’s disponíveis com os novos leitos que foram habilitados. Na análise dos indicadores (que também levam em conta os óbitos e número de contaminados, por exemplo), o grupo de municípios ficou com o índice final de 1,86. O modelo considera como bandeira vermelha a região que passar de 1,5. Após 2,5, ela entraria na bandeira preta, com ainda mais restrições.

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Pacientes de fora

Nos últimos dias, por conta do agravamento da pandemia, algumas regiões apresentaram altas taxas de ocupação leitos de UTI. Para garantir o acesso qualificado e no tempo oportuno dos pacientes aos leitos de UTI, cabe ao Estado transferir pacientes entre hospitais, inclusive para outra macrorregião, que não a de residência do paciente.

Para avaliar o impacto no cálculo das bandeiras dessas transferências de pacientes entre regiões, a Secretaria de Saúde analisou todas as internações de pacientes fora de sua macrorregião de residência. No entanto, não se observou, mesmo realizando todos os ajustes, modificação do resultado final da bandeira em nenhuma das regiões Covid-19.

Ou seja, na simulação, ajustando os pacientes (cada qual ficando na sua macrorregião de residência), manteve-se as bandeiras na mesma definição de restrição, não havendo alteração da bandeira final. Portanto, o efeito de uma macrorregião atender pacientes de fora não foi determinante para a classificação final em nenhuma das regiões

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