Quem gosta de utilitários esportivos e de chamar a atenção no trânsito tem no Peugeot 3008 uma opção para ninguém botar defeito. Dono de um design arrebatador, o SUV francês tem motor forte, câmbio suave, rápido e quase sempre preciso, sofisticação por dentro e por fora, alto nível de conforto e um conteúdo tecnológico que se vê em poucos carros que rodam pelas estradas brasileiras. Os traços futuristas empreendidos no painel e no console levaram o carro a ser comparado a aviões e naves. Não é à-toa que empilha títulos e mais títulos pelo destaque em sua categoria, como o disputadíssimo “Carro do Ano”, em 2017, na Europa.

Na traseira, sob o vidro inclinado, lanternas de led imitam as três “garras” da assinatura visual da marca

A versão testada pelo Ibiá Motores ao longo de 1.100 quilômetros, Griffe, deixou a marcante impressão de que o SUV comporta-se tal e qual um esportivo. Arranca, acelera e retoma bem e, ao mesmo tempo, quase não tem oscilação de carroceria, sobretudo em curvas. O carro roda “na mão”, sem sustos, sem imprevistos.

A suspensão tende à rigidez — mais um convite a tocadas esportivas —, mas não prejudica o conforto de forma significativa graças não apenas à calibração, mas também às rodas de 19 polegadas calçadas em pneus 235/50 e ao eixo de torção traseiro. Nos buracos do bairro Estação, em Montenegro, por exemplo, os “socos” foram pouco sentidos dentro da cabine, mas neste sentido modelos como Hilux e S-10 se saem melhor em função da maior robustez.

O 3008 é especialmente sedutor à noite. De alta eficiência e direcionais (os fachos acompanham os movimentos da direção), os faróis full-led trazem consigo luxo e imponência — mesmos predicados do sistema de iluminação interno, que circunda o teto solar, o quadro de instrumentos, os porta-copos do console e projetam fachos sobre os painéis das portas. O requinte está claramente presente no formato e no revestimento em couro dos bancos, nos plásticos suaves ao toque, no quadro de instrumentos totalmente digital e personalizável, nos comandos do câmbio, os quais remetem a um joystick de videogame. No que tange à tecnologia, comodidade e dirigibilidade, o leão francês tem sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, câmera 180 graus, entrada e partida sem chave e freio de mão eletrônico.

Compacto e revestido em couro, o volante também convida à esportividade em função do aro e base achatados, que facilitam a pegada. Conforme a posição em que é regulado, porém, ele atrapalha parcialmente a visão do condutor em relação ao painel de instrumentos. Ressalva também se faz ao sistema de som, em que é pouco prático trocar as estações de rádio, já que a procura se dá apenas por botões na tela, sem a possibilidade de se digitar a sintonia desejada.

Modernidade e tecnologia nos detalhes

Painel digital, console envolvente e superlativo e caprichos no acabamento fazem do interior um espetáculo. Foto: Peugeot/Divulgação

Entre as exclusividades do 3008 está uma espécie de “central de comando”, que na verdade é o estiloso agrupamento de botões que a Peugeot chama de toggle switches, isto é, seis teclas que acionam itens de conforto: rádio, ar-condicionado, navegação, parâmetros do veículo, telefone e aplicativos móveis. À lista de regalias do carro também se soma o teto solar panorâmico com abertura por botão na parte superior da cabine. Nos testes do Ibiá Motores, o fechamento dele e também dos vidros das portas por meio da chave, a distância, exigiu que se repetisse a operação em algumas ocasiões. O mesmo se verificou com o botão da

ignição, que às vezes teve de ser pressionado mais de uma vez para desligar.

Outra tecnologia que diferencia o modelo são os bancos do bancos do motorista (este tem acionamento elétrico e duas posições de memória) e passageiro dianteiro com massageador, além de aquecimento. O sistema pneumático com oito bolsas de ar proporciona cinco tipos de massagens que podem ser selecionados separadamente pelo condutor e passageiro em botão exclusivo. Mais um detalhe digno de registro é o porta-luvas de cerca de oito litros e o console central refrigerado, que também faz as vezes de descansa-braço para quem está nos bancos dianteiros. A soma de tudo é um envolvente interior — a Peugeot o denomina “i-Cockpit 2.0” — que às vezes lembra o lounge de uma residência confortável e finamente decorada, inclusive em função do sistema de som, potente e limpo. Só que com rodas e um ruído bem sutil ao rodar.

Saiba mais

toggle switches : seis teclas ao estilo piano agrupam as principais funções de conforto, som e navegação

— O motor é o consolidado THP 1.6 turbo, que desenvolve 165 cv de potência e 24,5 kgfm de torque a 1.400 rpm, ou seja, tem fôlego em qualquer situação. Exceto quando em leves toques no acelerador durante manobras pequenas, como alinhar o carro dentro da vaga — aí resposta é mais lenta.
— Apesar dos 1.567 quilos, o propulsor dá conta do recado. Uma pisada mais funda o faz responder prontamente.
— Segundo o fabricante, faz o 0 a 100 km/h em 8,9 s e atinge velocidade máxima de 206 km/h.
— O câmbio é de seis marchas, com borboletas no volante e função sport. É esperto e bem casado com o motor.
— Média de consumo é de 9,2 km/l na cidade e 11,5 km/l na estrada, com gasolina no tanque.
— Porta-malas tem capacidade para 521 litros
— Versão testada custa R$ 145.990,00

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