Laboratório recebe cerca de 250 amostras por dia, mas consegue testar apenas aproximadamente 150. Foto: Divulgação/SES

Para intensificar o trabalho de identificar ou descartar novos casos de coronavírus no Estado, o Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Sul (Lacen/RS) passará, a partir desde sábado, dia 21, a funcionar aos finais de semana. De acordo com a chefe do Lacen, Rosane Campanher Ramos, o laboratório recebe por dia aproximadamente 250 amostras, mas consegue testar apenas cerca de 150.

Laboratório está realizando testes para o novo coronavírus desde o dia 6 deste mês. Foto: Divulgação/SES

A chefe do laboratório acredita que o número de amostras a serem examinadas deve crescer na próxima semana e que o trabalho aos finais de semana vai continuar enquanto for necessário. “A meta é sempre começar a segunda-feira sem casos da semana anterior e tendo apenas os novos para testar”, projeta. Segundo a secretaria estadual da Saúde (SES), o prazo estimado para a análise de amostras é de até 72 horas após a chegada da análise no laboratório em Porto Alegre.

O atendimento ao público pelos telefones de contato continua sendo somente de segunda a sexta. Aos sábados e domingos o laboratório apenas receberá amostras de casos suspeitos e seguirá com os trabalhos internos na seção de virologia, que é a responsável pelos testes do novo vírus. “Será uma equipe reduzida e restrita aos testes para otimizar o trabalho e colocar os resultados em dia, o que não é possível durante a semana em função dos telefonemas de outras demandas”, explica Rosane.

Como é feito o exame

Para a análise, o Lacen utiliza amostras de secreções das vias respiratórias dos casos suspeitos. Foto: Divulgação/SES

O exame para o coronavírus é um teste de biologia molecular que identifica a carga genética do vírus. A cada rodada, com cerca de 30 testes ao mesmo tempo, são utilizados um exemplar positivo e o outro negativo para controle.

Para a análise, o Lacen utiliza amostras de secreções das vias respiratórias (do nariz e garganta) dos casos suspeitos. Esses materiais são coletados das pessoas com a suspeita da doença com o uso de swabs, um tipo de hastes longas de plástico com algodões em suas pontas, ou com aspiradores por sonda. Assim que chegam ao laboratório, essas amostras passam por diferentes estágios de preparação e extração da carga viral das moléculas até chegar a etapa final do processo.

O Laboratório Central do Estado começou os exames específicos para o novo coronavírus na primeira sexta-feira de março, dia 6.

Deixe seu comentário