Foto: Divulgação/S.O.S PUG

O Ministério Público (MP) ingressou com ação criminal na 1ª Vara Judicial da Comarca de São Sebastião do Caí nessa sexta-feira, 9, solicitando o sobrestamento da decisão de devolução dos cães da raça Pug que foram resgatados de um canil com suspeita de crime de maus-tratos, em São Sebastião do Caí. Atendendo a solicitação, a Justiça determinou que os animais não poderão retornar imediatamente para a proprietária, e segundo o órgão a ação ocorre para que o cumprimento das diligências sejam tomadas adequadamente.

Conforme orientação do MP, os animais deverão ser remanejados para responsáveis isentos de interesse na situação. De acordo com a promotora de Justiça, Cristine Zottmann, toda a ação do Ministério Público é em busca da garantia de integridade e bem-estar dos cães, até que tudo seja esclarecido.

Segundo a advogada da proprietária dos cães, um novo recurso para devolução dos animais já foi encaminhado. A defesa pretende provar que não ocorreu crime de maus-tratos no canil. Como o caso segue em sigilo, até o momento maiores informações não foram divulgadas pela Justiça.

Relembre o caso

Na última sexta-feira, 2, 49 cães da raça Pug, criados para venda, em uma residência no bairro Conceição, às margens da RS-122, foram resgatados por integrantes da ONG S.O.S PUG, de Porto Alegre. Conforme a ONG, os animais estariam em local com péssimas condições de higiene, onde havia fezes e urina. Além disso, foi constatado insuficiência de alimentos e água para os cães. Alguns apresentam doenças como pneumonia, anemia, tumores, desidratação e problemas oculares, entre outros.

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