Estudantes prestigiaram a atividade e ouviram atentos as informações repassadas pelo palestrante

Orgulho da Raça. Ação contou com apresentação de grupo de dança e discutiu o preconceito

Na manhã de ontem, 20, Dia da Consciência Negra, a Escola Cel. Januário Corrêa trouxe à cidade o Grupo Afro de dança Orgulho da Raça, de Encruzilhada do Sul, que deu um show de dança e muito aprendizado aos alunos. Antes da apresentação dos artistas, o professor Rogério Santos, coordenador da Central Única das Favelas (Cufa) de Montenegro, deu uma aula de conscientização racial.

Dança afro apresentou muito ritmo e chamou atenção dos alunos

A professora de Geografia Márcia Hummes explica a importância da realização de estudos do tema racial e lamenta a desvalorização do povo negro. “Todo mundo aponta o racismo, mas quando perguntamos, ninguém é racista. De onde vem o racismo então? O dia em que percebermos que todos somos descendentes da África, aí aprenderemos a valorizar esse povo”, sublinha.

Fernanda Benites, professora de História, acrescenta que é lei trabalhar a cultura africana em sala de aula, mas que é complicado. “Não temos material didático para isso. O Estado não propõe isso, tem que vir muito do professor. Por exemplo, aqui na escola estamos trabalhando a cultura africana desde março. A professora Márcia foi atrás do grupo para vir aqui, eu atrás do material. Vejo a necessidade dos nossos alunos de conhecerem as origens desse povo”, afirma.

Caracterizado, grupo apresentou diversas danças para o público na escola

Isabelli Canini Rutsatz, 14, aluna do 8º ano, foi uma das estudantes que esteve prestigiando as atividades promovidas pela escola e afirma que o aprendizado foi grande. “Eu aprendi que precisamos respeitar todos igualmente. Achei muito legal a apresentação do grupo e a tamanha representatividade que eles trouxeram para dentro da nossa escola. Precisamos disso”, destaca.

Arthur Morsch, 15, aluno do 9º ano, concorda com a colega. “Precisávamos ter essas atividades o ano inteiro e na cidade toda, é muito importante. A gente aprende sobre o passado desses povos, que não foi fácil e ainda não é. Gostei muito”, finaliza ele.

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