Em Campo do Meio, o verde e o amarelo voltaram ao pomar de Montenegrina.

Alívio. Emater avalia que, em termos de volume, quebra da produção estagnou

O retorno das chuvas após seis meses de seca e a chegada do frio interromperam a quebra de safra dos citros no Rio Grande do Sul. A extensionista rural agropecuária no Escritório da Emater-Ascar em Montenegro, Luísa Leupolt Campos, projeta recuo de 20% nas perdas em geral.

“No início da safra, estimamos perdas de 60% em relação à safra total. Dependendo de como ocorrerem as próximas semanas, podemos diminuir para perdas totais de 40%”, calculou. Todavia, deixa claro que ainda é muito cedo para afirmar, pois há pela frente toda a colheita das variedades Montenegrina e Murcott; além da Pareci, que recém começou.

As maiores perdas foram justamente no cultivo da bergamota Pareci, que foi tão afetada quanto a bergamota Caí, em situações irreversíveis, mesmo com a melhora do tempo. “As chuvas ajudaram na questão de evitar a morte das plantas e também impulsionar o desenvolvimento da Montenegrina e Murcott”, explica a engenheira agrônoma.

Em nível regional, segundo o assistente técnico do Escritório Lajeado da Emater/Ascar, Derli Paulo Bonini, levantamento realizado em 13 municípios no Vale do Caí previa colherem 109 mil toneladas (t). “A previsão atual é de uma safra de 85 mil toneladas, com perda total de 24 mil toneladas, o que, se confirmado, representará perda de 22%”, explica.
Ele confirma que a estiagem na região afetou severamente os cultivares de ciclo normal, onde as bergamotas Caí e Poncã já têm estabelecidas perdas de 50%. “O que representou redução de 15 mil toneladas, pois a colheita destas cultivares está finalizando”, descreveu, somando ainda a Murcott no fator perda de tamanho.

Em agosto inicia a colheita da Montenegrina e da Morgote, que se estenderá até outubro. Bonini ressalta, todavia, que apesar do diâmetro menor, as bergamotas colhidas neste são mais suculentas e doces. Ainda não é possível avaliar a perda em quilos devido a esta redução no tamanho das frutas.

Da colheita inicial na Região
– 20 mil (t) são da variedade Caí, com perda de 50%, o que representa menos 10 mil t;
– 10 mil (t) são da variedade Poncã, com perda de 50%, o que equivale a menos 5 mil t
*Fonte: Emater-Ascar Lajeado

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