Imagem usada no abaixo-assinado feito pela família de Thaiane de Oliveira. Foto: reprodução

MAIS UM PASSO. Reprodução Simulada está na lista das prioridades do Instituto Geral de Perícias

Peritos do Instituto Geral de Perícias do Estado (IGP) acataram o pedido de reconstituição da morte de Thaiane de Oliveira, de 29 anos, feito pelo delegado responsável pela investigação, Rodrigo Zucco. A iniciativa visa esclarecer aspectos relacionados ao assassinato da jovem, ocorrido na madrugada de 24 de julho. Ainda não há data definida para a reprodução simulada dos fatos, mas a demanda está entre as prioridades da lista de reconstituições do Instituto.

A assessoria de comunicação do órgão detalha que este tipo de perícia é um dos casos mais complicados de ser realizado. Isso porque, em geral, o objetivo da ação é confrontar versões opostas, dadas por mais de uma pessoa. Nesta situação, há apenas a versão do policial militar, que atirou contra a própria esposa. Portanto, antes da parte prática, será elaborado um questionário, visando esclarecer quais respostas são buscadas. Com os quesitos apontados, aí sim será realizada a simulação e posteriormente a elaboração escrita do laudo pericial.

Parte de uma janela quebrada na casa onde vivia o casal foi um dos motivos que levou o delegado a solicitar a reconstituição dos fatos. No dia do assassinato, foi realizada perícia no local do crime, além disso, os celulares de ambos também foram recolhidos para análise.

Para a família de Thaiane os laudos são de grande importância para elucidar o caso. Nesta semana, os familiares lançaram um abaixo-assinado virtual. O objetivo é pedir agilidade no processo de investigação.

“Precisamos que a reconstituição do crime seja feita o quanto antes e que este inquérito seja concluído para que possamos ir em busca dos esclarecimentos”, diz a justificativa do documento. O texto traz, ainda, um desabafo. “Não acreditamos que ele atirou sem querer, pois a luz de qualquer lanterna seria suficiente para ele reconhecer que era ela, tanto é que o tiro foi fatal.”
O abaixo-assinado pode ser acessado no endereço eletrônico: http://chng.it/Bht8B95fCR .

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