Vacina contra Influenza não protege do coronavírus, mas o novo vírus fez a campanha ser antecipada. Foto: Reprodução banco de imagens Pixabay

A primeira fase da Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza começa dia 23 de março, em todo o Brasil. O Ministério da Saúde desistiu de priorizar os estados da região Sul, como havia citado inicialmente, e começará a imunização ao mesmo tempo em todo o território nacional. Com a inversão deste público-alvo inicial, primeiro serão vacinados os idosos e os trabalhadores de saúde, que atuam na linha de frente do atendimento à população. A decisão da pasta é uma medida de proteção, em especial aos idosos, já que a vacina é uma e previne quadros de doenças respiratórias mais comuns, que dependendo da gravidade pode levar a óbito.

Outra preocupação é evitar que as pessoas acima de 60 anos, público mais vulnerável ao coronavírus, precisem fazer deslocamentos no período esperado de provável circulação do vírus no país. Esta imunização não tem nenhuma relação com a prevenção ao coronavírus, que até o momento não tem vacina. Porém, quem estiver imunizado à gripe e tiver sintomas como febre, coriza e dor no corpo, poderá ter o diagnóstico do Covid 19 mais rapidamente. Além disso, uma alta taxa de imunização da Influenza reduzirá o uso dos serviços médicos por gripe, liberando os esforços para atendimento aos casos do novo vírus.

O foco em iniciar a campanha pelos integrantes da terceira idade explica-se, também, em estudos e dados que apontam que casos mais graves de infecção por coronavírus têm sido registrados em pessoas acima de 60 anos. “Precisamos proteger os mais vulneráveis e os que estão na linha de frente no atendimento. É importante garantir que essas pessoas tenham acesso à informação para evitar filas nos postos de saúde. Nosso desafio é realizar a campanha com segurança e evitar aglomerações. O Programa Nacional de Imunizações do Brasil (PNI) está preparado”, explicou o secretário em Vigilância e Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira.

Ao anunciar as medidas, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, aproveitou para destacar que “as influenzas A e B são mais comuns que o coronavírus e a Campanha de Vacinação diminui a situação endêmica dos vírus respiratórios no país, por isso é tão importante que as pessoas que fazem parte do público-alvo da campanha procurem uma unidade de saúde”.

Do ponto de vista epidemiológico, as crianças são consideradas multiplicadoras de vírus respiratórios e, por isso, o PNI distanciou um público do outro. Serão duas semanas de intervalo entre uma fase e outra. Na segunda fase da campanha, que começa dia 16 de abril, entram os professores, profissionais das forças de segurança e salvamento, além da previsão de incluir já nessa fase os doentes crônicos. A partir de 9 de maio, Dia D, serão vacinadas as crianças de seis meses a menores de seis anos, pessoas com mais de 55 anos, gestantes, mães no pós-parto, população indígena e portadores de condições especiais. A campanha seguirá até 23 de maio.

Vacina contra Influenza teve a produção antecipada
Para a campanha nacional, o Insitututo Butantan está produzindo 75 milhões de doses da vacina que previne contra os três tipos de vírus de influenza que mais circularam no ano anterior. Historicamente a campanha de vacinação contra gripe (Influenza) acontecia na segunda quinzena de abril, mas será realizada com antecedência, pelo momento de combate ao coronavírus e em virtude da confirmação de casos no país que, até o fechamento desta edição, chegam a 98.

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