É preciso ter cautela ao atender ligações de estranhos para não acabar enganado e dar dinheiro para golpistas. Foto: Reprodução/Internet

Estelionato. Homem fingiu ser primo dela e causou prejuízo foi de R$ 1,3 mil

Uma montenegrina de 68 anos caiu em um golpe por telefone e teve prejuízo de R$ 1,3 mil. A moradora do bairro Timbaúva recebeu a ligação de um homem se passando por um primo dela. Ele disse estar vindo do Paraná para visitá-la, mas um problema no carro teria interrompido a viagem. Aí começava a trama criminosa. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) e está sendo investigado.

Com informações sobre a família da mulher, o indivíduo pediu para ela adivinhar qual dos primos do estado paranaense estava falando – ao todo, são 16. Pensando ter reconhecido a voz de um deles, prontamente respondeu: “Fulano, é você?”. Após receber a resposta afirmativa, o falso parente argumentou não ter nenhuma agência bancária na região onde estava e solicitou o depósito do valor em uma conta bancária em nome de um terceiro, um suposto mecânico chamado Renan Júnior Moraes.

Ingenuamente e com a intenção de ajudar, a idosa pediu para o seu marido atender ao pedido. Após ser depositada, a quantia foi sacada em uma lotérica da Caixa. Ela só percebeu ter sido vítima do golpe ao receber outro telefonema do homem – e foram vários – atualizando a idosa sobre o seu “trajeto” rumo a Montenegro. Desta vez, o homem disse estar em uma mecânica em São Leopoldo com o carro estragado novamente. “Aí disse para o meu marido ‘isso é golpe’. Não é possível uma pessoa viajar sem levar nenhum dinheiro”, lembra.

Para a idosa, o falsário é algum conhecido da família, pois sabia o nome dela, do marido e de outros parentes. Além disso, também tinha a informação sobre os primos do Paraná. Outro ponto é o telefone utilizado ter o DDD do Estado.

O especialista em segurança pública e privada Jorge Lordello salienta o fato de, atualmente, estelionatários terem montado verdadeiras centrais de telemarketing. Por meio dessas, falsários passam o dia todo fazendo ligações atrás de novas vítimas e obtêm uma renda significativa.

“Toda vez que ligarem fazendo algum tipo de ameaça ou solicitando algum depósito rápido em dinheiro, como para receber um prêmio ou arrumar o carro, pode ter certeza que é golpe. A técnica é usar a pressão e a preocupação para que as pessoas não consigam pensar ou avisar alguém sobre o fato”, comenta.

Medidas podem ser adotadas contra a ação de criminosos

Jorge Lordello. Foto: divulgação Jorge Lordello

Algumas dicas do especialista são não ter pressa ao atender ligações, verificar se o número da chamada é de outra localidade ou desconhecido, evitar responder uma série de perguntas feitas, pois essas informações são usadas em tentativas de fraude posteriormente. “Ao atender o telefone, precisamos ter o mesmo cuidado de quando toca a campainha da nossa casa. Não abrimos a porta para qualquer pessoa”, sublinha.

Lordello ressalta a importância de se ter atenção especial aos idosos, os principais alvos dos golpistas. Segundo ele, o ideal é orientar essas pessoas a não atenderem ligações de desconhecidos.

O especialista é bacharel em Direito e tem uma carreira de 21 anos como delegado de Polícia no Estado de São Paulo. Autor de diversos livros publicados no Brasil e no exterior, Lordello também é apresentador do programa “Operação de Risco”, na Rede TV, além de atuar como comentarista de segurança em programas da emissora de televisão.

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