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Ele inicia dia 4 de novembro, com 15 dias a menos. Mudança visa evitar atrasos na apuração dos votos nestas eleições

Amado por uns, odiado por outros, o horário de verão está chegando e trazendo novidades. Este ano, o período começa no dia 4 de novembro e com 15 dias a menos. A mudança busca evitar atrasos na apuração dos votos e na divulgação dos resultados do pleito em 2018.

Com o horário de verão, Adrieli Santos diz que aproveita mais o tempo

Criado para reduzir o consumo de energia elétrica e aproveitar de forma mais eficiente a luz do sol nas atividades cotidianas, o horário de verão consiste no adiantamento do relógio em 1 hora. A alteração ocorre durante as estações da Primavera e Verão, quando os dias são mais longos. Para a nutricionista Adrieli Santos, 28, é um bom período para aproveitar mais o dia.

“Para quem trabalha, o novo horário possibilita que as pessoas aproveitem mais o tempo, diferente do que acontece no inverno, quando os dias ficam escuros mais cedo”, ressalta. “A primeira semana sempre é difícil, mas logo todo mundo se acostuma”.

No comércio, alguns empreendedores se adaptam com a mudança de horário para atender melhor a clientela e aproveitar os dias mais duradouros. É o que faz a gerente de loja, Katucha Jaeger. “Geralmente, estendemos o tempo de atendimento”, conta. “Os clientes sempre chegam no final do dia e isso reflete no volume de vendas.”

Até 2017, o horário de verão tinha início no terceiro domingo do mês de outubro. Porém, em dezembro do ano passado, o presidente Michel Temer editou o decreto nº 9.242, transferindo o início para o primeiro domingo de novembro, de forma que o fim do horário permanece no terceiro domingo de cada ano.

A medida foi adotada através de um pedido do então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, que, na época, alegou possíveis atrasos no resultado das eleições 2018. O Acre foi citado como um exemplo, local onde as urnas são fechadas três horas após a contagem dos votos ter sido iniciada nas regiões Sul, Sudeste e parte do Centro-Oste – onde a prática é vigente.

Quem gostou da redução do horário de verão foi a chanfradeira Marcela Duarte, 37, que não esconde o descontentamento com a adaptação da rotina. “Não suporto essa mudança dos horários, ainda mais quando temos que acordar mais cedo e ficar cansados mais tempo”, diz. “Além do calor insuportável que os faz gastar mais energia, meu organismo demora a se adaptar”.

Para José Carlos Silva, o horário não impacta muito a economia de luz

Para o aposentado José Carlos Silva, 68, a redução no consumo de energia elétrica durante o período não compensa todo o transtorno que a troca causa na rotina.

“A economia é insignificante, por isso, sou totalmente contra essa prática. Sem contar que, quando estamos acostumando a dormir mais, somos obrigados a dormir menos”, brinca.

Horário de verão pode ser proibido
A extinção definitiva do horário de verão em todo o território nacional está sendo analisada na Comissão de Infraestrutura (CI). A proposta (PLS 438/2017) está sendo encabeçada pelo senador Airton Sandoval (MDB-SP), que questiona a alegação de que, ao se adiantar o horário legal, o consumo de energia elétrica seja reduzido.

Para o parlamentar, a tese não sobrevive a uma análise econômica mais ampla. Na justificativa do projeto, ele cita vários estudos feitos em países diversos que vinculam a adoção do horário de verão com o desenvolvimento de doenças e problemas de saúde. O projeto será analisado também pelas Comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), cabendo à última a decisão terminativa.

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