Etapa inicial foi vencida com definição dos itens da FOFA (Fortalezas, Oportunidades, Fraquezas, Ameaças). Foto: Unisc

A próxima etapa da construção do Plano de Desenvolvimento Rural de Montenegro é das comunidades. Reunidos na Unisc, na noite da segunda-feira, dia 16, um grupo de produtores ruais, representantes das entidades envolvidas e governo municipal encerrou o ajuste dos quatro pontos que formam o relatório FOFA (Fortalezas, Oportunidades, Fraquezas, Ameaças).

Na semana passada haviam sido definidos 16 itens que qualificam a Agricultura e 22 possibilidades que devem ser aproveitadas para melhorá-la. Já aquilo que enfraquece ficou em 24 itens, enquanto as ameaças identificadas são 13. A coordenadora Adjunta do Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Regional da Unisc, Cidonea Machado Deponti, explicou que próxima reunião, em 7 de janeiro, será apenas para os representantes do grupo gestor.

Enquanto isso, os moradores terão a missão de seguir uma planilha entregue pela Emater na qual definirão uma ação, informando como e quando farão, quem será responsável e quais os resultados. “As comunidades terão que identificar prioridades dentro da FOFA para a gente trabalhar”, explica Cidonea. Somente então, muito provável em março, acontece outra reunião geral para definir então as prioridades do Plano e iniciar a ação.

Ernesto Carlos Kasper, presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural (Comder), observou queda de presença nesta reunião, todavia com grande engajamento. Ele valorizou a participação de representantes da Secretaria de Educação (Smec), uma vez que está área é uma preocupação no interior. Kasper também assinalou que a participação da comunidade é fundamental para validar o trabalho. “É único e está valendo a pena por ser para longo prazo”, defendeu. Veja abaixo as quatro listas que formam o relatório FOFA:

FORTALEZAS
-Casa do Produtor Rural
-Recursos Hídricos
-Rotas Turísticas
-Presença e valorização das escolas nas comunidades
-Presença da Emater e Cetan
-Presença da UNISC
-Conhecimento e expertise em Agroecologia
-Existência da Secretaria de Desenvolvimento Rural com técnicos concursados
-Diversidade de solo, de relevo que propicia diferentes culturas e biodiversidade e consequentemente estabilidade econômica
-Escola da Brigada Militar
-Presença de agroindústrias
-Presença de meios de comunicação (rádios, TV, jornais)
-FeRural – SMEC
-GOL’s
-Sindicato dos trabalhadores Rurais
-Conquista do Certificado Fitossanitário

OPORTUNIDADES
-Assessoria técnica e formação (SENAR, UNISC, EFASC)
-Existência de políticas públicas (PAA, PNAE), fundos, editais e financiamentos
-Localização geográfica – aproximação produtor/consumidor, urbano conhecer a realidade
-Divulgação em mídias
-Demandas por rotas turísticas
-Escolas do interior trabalham com projetos da comunidade – Projeto Território Educativo – inserção dos agricultores
-Pagamento por serviços ambientais
-Núcleos urbanos no rural
-Caminhadas na natureza
-Cicloturismo
-Comunidades que sustentam agricultores – Relação direta
-Título Bergamota Montenegrina
-Eventos da SMEC
-Plano Municipal de Desenvolvimento Rural
-Projetos em saneamento rural
-Demanda por citros orgânicos crescente
-Aeroclube – pessoas de fora da cidade
-Público sazonal
-Entidades/empresas – público externo
-Fórum Regional de Agroecologia
-Casa do Produtor Rural – ampliar a adesão
-Terapias alternativas – tratamento alternativo em saúde

FRAQUEZAS
-Falta de conscientização para busca de conhecimentos
-Comodismo e desmotivação
-Falta de comunicação entre os órgãos (SMDR, IVZ, EMATER, STR, SENAR, SR, SMEC e demais secretarias) e dos órgãos com a comunidade
-Falta de saneamento rural
-Falta de uma educação voltada para as necessidades e para valorização do rural
-Falta de valorização do agricultor na sociedade e desinformação quanto a situação do agricultor
-Dificuldade de uso e de acesso à internet
-Pouco apoio por parte do poder executivo municipal
-Desvalorização dos Conselhos Municipais
-Falta de informação por parte dos consumidores sobre a qualidade e procedência da produção agrícola
-Desenvolvimento de apenas conhecimento básicos sobre agricultura de forma superficial nas escolas rurais
-Falta de cursos de formação rural
-Falta de conhecimento técnico nas escolas rurais
-Falta de uma escola técnica agrícola
-Individualismo e desunião
-Baixa participação dos jovens no espaços/grupos
-Falta de divulgação dos roteiros de turísticos, a população não conhece o rural
-Falta de saibreiras no município
-Falta de agricultores nos eventos da SMEC
-Falta de acesso as estradas dentro das propriedades
-Falta de energias alternativas

AMEAÇAS
-Falta de telefonia e internet
-Falta de materiais e afins para manutenção das estradas
-Dificuldade de cumprimento da legislação pelo excesso de burocracia
-Falta de acesso a políticas públicas e incentivos (infraestrutura)
-Submissão do agricultor ao mercado
-Êxodo rural
-Demanda é maior do que a capacidade de atendimento no Hospital
-Falta de segurança no meio rural
-Falta de rede trifásica e mais qualidade na monofásica
-de energias alternativas
-Insuficiência de assessoria técnica pública
-Falta de planejamento para a manifestação e recuperação das estradas

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