Convidados celebraram o sucesso da mudança responsável pela ampliação dos serviços do Hospital Montenegro, que é referência para toda a região

Realizado no auditório do Hospital, evento lembrou as conquistas e desafios após a mudança no status

Com o auditório lotado, a tarde desta quarta-feira, 18, foi marcada por muita emoção na celebração dos 7 anos de atuação do Hospital Montenegro (HM) como 100% SUS. Entre os presentes, estavam os funcionários e direção da instituição, integrantes da Ordem Auxiliadora de Senhoras Evangélicas (Oase), médicos, o prefeito Carlos Eduardo Müller, vereadores, entre outras autoridades.

Com as portas abertas há 88 anos, foi a partir de setembro do 2012 que o governo do Estado passou a garantir o custeio total da instituição, que mudou de status e tornou-se oficialmente 100% SUS. Com a mudança, a casa de saúde, que enfrentava uma grave crise, ganhou mais estrutura e hoje referencia em atendimento no município e região.

O evento contou com o depoimento emocionante do pai do pequeno Gustavo Ravazzolli, que nasceu no início da tarde de ontem

“A avaliação que fazemos é muito positiva, já que o hospital fazia poucos atendimentos, não tinha nada de estrutura tecnológica, pouco pessoal [cerca de 260] e hoje somos quase 500 trabalhadores. Temos uma UTI tipo 2, somos um hospital referencia de ACV tipo 3, temos especialidades e atendemos 14 municípios e mais de 180 mil pessoas, então o balanço que faço é que a região inteira ganhou com essa portaria que permitiu avanços na área da saúde”, disse Carlos Batista da Silveira, diretor administrativo do HM.

Para o diretor, o Selo de UTI Eficiente 2019 – premiação dada pelo Epimed Solutions às melhores UTI’s do país – é a prova da dedicação e qualidade dos serviços prestados pela instituição, apesar das constantes dificuldades financeiras. “Buscamos oferecer qualidade e resolutividade para atender a população”, ressaltou Batista, acrescentando alguns dos maiores desafios da casa de saúde.

“O que me entristece um pouco é que nós prestamos um serviço público, que deveria ser obrigação do Estado, e me parece que o executivo não entende isso”, disse o diretor, se referindo aos constantes cortes de recurso. “Só nos últimos 4 anos tivemos cortes de mais de R$ 400 mil por mês”, enfatiza.

Durante o evento, um paciente do HM chamou a atenção de todos os presentes. Era o pequeno Gustavo Ravazzolli, que nasceu no início da tarde ontem, 18. Emocionado e com o filho no colo, o pai do menino disse que se surpreendeu positivamente com o atendimento que ele e a esposa receberam. “Desde o primeiro momento que entramos no hospital até agora fomos muito bem atendidos por toda equipe. Por isso, eu e minha família só temos a agradecer por todo carinho e qualidade do serviço que nos prestaram”, destacou Eduardo dos Santos.

Para a presidente da Oase, entidade mantenedora do Hospital, Eliane Maria Leser Daudt, o momento é de celebrar as conquistas da instituição. “Há quase 7 anos o hospital estava quase fechando as portas, então essa celebração de hoje é muito especial e envolve o esforço de várias pessoas”, explicou. “Muitas vezes deixamos nossas casas e famílias para vir aqui e ajudar no que for preciso, sempre assegurando que o Hospital fique de portas abertas atendendo todas as pessoas que necessitam”, completou.

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