Entre as reivindicações da categoria, estão reajustes salariais, manutenção de benefícios, coparticipação, entre outros

 

Após dois meses de tentativas de negociações, os funcionários dos Correios anunciaram nesta quarta-feira, 11, uma greve geral por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia em diversos estados brasileiros na noite desta terça. Em nota, a empresa informou que a paralisação parcial dos empregados não afeta os serviços de atendimento da estatal, como acontece na agência de Montenegro, que segue normalmente com as atividades.

Entre as reivindicações da categoria, estão reajustes salariais, manutenção de benefícios, como a permanência de pais e mães no plano de saúde e coparticipação, além de continuidade de percentual de férias e vales alimentação e refeição. Segundo o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do Rio Grande do Sul (SINTECT-RS) e da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios, Evandro Leonir da Silva, a greve foi o último recurso da categoria.

“Os trabalhadores não entraram em greve porque quiseram, foi a empresa que se negou a negociar, inclusive dizendo não para o Tribunal Supremo Eleitoral quando nos chamaram para uma negociação e somente nós fomos e a empresa não. Então a paralisação foi nossa última alternativa, já que em sessentas dias eles [Correios] não nos apresentaram nenhuma proposta que não tire nossos direitos”, explica o líder sindicalista.

O que diz a estatal

Segundo os Correios, desde o início de julho a empresa participa de reuniões com os representantes dos empregados, nas quais foi apresentada a real situação econômica da estatal e propostas para o acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado, atualmente na ordem de R$ 3 bilhões. No entanto, conforme a estatal, as federações expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa.

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