Foto: Reprodução/Freepik

Grupos de risco serão imunizados até o fim do primeiro semestre de 2021

Após 10 meses de pandemia no país o governo Federal lançou nesta quarta-feira, 16, a íntegra do Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19. Sem data para início, a estratégia do governo é que os grupos de maior risco para agravamento e de maior exposição ao vírus estajam vacinados ainda no primeiro semestre de 2021 e a imunização ocorra ao longo de todo ano, podendo se estender até o primeiro semestre de 2022.

O Plano prevê que quatro grupos prioritários recebam a imunização inicialmente. O acumulado soma 50 milhões de pessoas, o que irá demandar 108,3 milhões de doses de vacina, já incluindo 5% de perdas, sendo que cada pessoa deve tomar duas doses em um intervalo de 14 dias entre a primeira e a segunda injeção.

O primeiro grupo prioritário, a receber a vacinação na Fase 1,  incluí trabalhadores da saúde (5,88 milhões), pessoas de 80 anos ou mais (4,26 milhões), pessoas de 75 a 79 anos (3,48 milhões) e indígenas com idade acima de 18 anos (410 mil). A Fase 2 é composta por pessoas de 70 a 74 anos (5,17 milhões), de 65 a 69 anos (7,08 milhões) e de 60 a 64 anos (9,09 milhões).

Para a Fase 3 o objetivo é vacinar 12,66 milhões de pessoas acima dos 18 anos que tenham comorbidades. Estão inclusas: hipertensão de difícil controle, diabetes mellitus, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos transplantados de órgão sólido, anemia falciforme, câncer e obesidade grave (IMC maior ou igual a 40). Já na Fase 4, deverão ser vacinados professores do nível básico ao superior (2,34 milhões), forças de segurança e salvamento (850 mil) e funcionários do sistema prisional (144 mil). Segundo o Ministério da Saúde, os grupos previstos ainda são preliminares e poderão ser alterados.

Vacinas encaminhadas

De acordo com o Plano, o governo Federal já garantiu 300 milhões de doses de vacinas contra o novo coronavírus por meio de três acordos: Fiocruz/AstraZeneca (100,4 milhões de doses até julho de 2020 e mais 30 milhões de doses por mês no segundo semestre); Covax Facility (42,5 milhões de doses); Pfizer (70 milhões de doses ainda em negociação).

As vacinas produzidas no Brasil serão destinadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde irá realizar a distribuição das doses aos estados e municípios. Segundo o m ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, as doses serão distribuídas de forma “igualitária e proporcional” aos entes da Federação.

Deixe seu comentário