Mulher entrou em contato com vítima e instruiu sobre recebimento do valor

DELEGADO alerta: se a “esmola” for demais desconfie e evite ser mais uma vítima dos crimes de estelionato.

No sábado passado, dia 18, uma reportagem publicada no Jornal Ibiá alertava a população sobre dois golpes registrados com frequência nas delegacias da região. Um deles era sobre falsos casos de pedofilia, já o outro, diz respeito a empréstimos em empresas de crédito. Esta semana, mais uma ação chamou a atenção das autoridades policiais. Um montenegrino, por pouco, não foi lesado por uma dupla de criminosos que se passaram por funcionários da Advocacia Geral da União (AGU). O delegado Marcos Eduardo Pepe, titular da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), mais uma vez, pede atenção aos cidadãos para que não caiam em embustes como esses.

Conforme relato da vítima, uma mulher chamada Maria Fátima Barros ligou para ela e se identificou como representante da AGU. Foi informado que havia um valor a ser recebido e que para receber, a pessoa deveria entrar em contato, posteriormente, com um número fornecido por Maria em posse de um registro de protocolo, também repassado por ela na primeira ligação.

A vítima seguiu a orientação da mulher e realizou a ligação. No ato, um homem que se apresentou como Carlos Eduardo Ferreira – nome provavelmente falso, devido às circunstâncias – disse que o valor a ser recebido pelo autor da ligação era de pouco mais de R$112 mil, mas que para acessar a quantia teria de depositar R$1.499,80 para revalidar seu cadastro. Ambas as pessoas com quem a vítima falou possuíam seus dados pessoais e bancários. Além disso, uma ação aberta contra a União na época do Plano Collor a fez acreditar que realmente receberia o dinheiro. Porém, quando solicitado o depósito, ela percebeu se tratar de um golpe e procurou a Polícia, sem realizar a transação bancária.

O delegado Marcos Eduardo Pepe, novamente, pede atenção para qualquer tipo de ação suspeita. “Entendo que a orientação é sempre a mesma para todos os tipos de golpe: quando a esmola é demais, o Santo desconfia. O velho ditado ainda é atual, ou seja, sempre suspeite de uma situação em que alguém lhe oferece uma vantagem”, ilustra. “Nos estelionatos, a vítima sempre se deixa enganar em razão da falsa expectativa de obter uma vantagem da situação. Como a pessoa receberá dinheiro oriundo de uma ação judicial se ela nunca ingressou com tal ação em juízo?”, orienta à reflexão.

Outros casos comuns
O golpe da pedofilia ocorre da seguinte forma: a vítima homem recebe uma solicitação de amizade no Facebook. O perfil é de uma menina. Ele aceita e ambos começam a conversar pelo Messenger.

A conversa evolui e passam a se comunicar e trocar nudes pelo WhatsApp. Dias depois, a vítima recebe a ligação de um homem que se apresenta como pai da jovem. O sujeito diz que a filha é menor e que irá denunciá-lo por pedofilia. Além disso, conta que a garota precisou de tratamento psicológico e pede dinheiro.

Já na fraude do empréstimo, a pessoa consegue um número de telefone, divulgado na Internet ou em jornais, e entra em contato. O funcionário questiona quanto ele quer e oferece entre R$5 e R$10 mil. Para liberar o empréstimo é solicitado ao contratante que faça um depósito de R$290,00.

Algum tempo depois, o suposto funcionário entra em contato novamente e pede novo depósito, de um valor mais alto. Nesse momento, muitos percebem se tratar de um golpe, mas algumas pessoas efetuam o depósito.

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