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Chicle (ao centro) e Edinho (à direita) são grandes amigos fora das quatro linhas. Foto: arquivo pessoal Edison Zang

Responsáveis por impedir os gols celebram sua data hoje

Goleiro, arqueiro, guarda-redes, paredão, vilão, camisa um… Não importa como é chamado. O goleiro é uma das figuras mais importantes de um time de futebol. Hoje, 26 de abril, é comemorado o dia do goleiro no Brasil, a fim de homenagear os personagens responsáveis por defender a meta de suas equipes. Como alguns técnicos renomados do País costumam dizer: todo bom time começa por um bom goleiro.

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Nascido em Montenegro, Vinícius Machado é o titular da meta gremista no sub-20. Foto: divulgação Grêmio

A dupla Gre-Nal tem formado grandes goleiros nos últimos anos. Uma prova disso é o ex-colorado Alisson, dono da camisa um da Seleção Brasileira e um dos arqueiros mais cobiçados do planeta. O gremista Marcelo Grohe também tem sido muito elogiado pelo técnico do Brasil, Tite, e pode aparecer na lista de convocados para a Copa do Mundo deste ano.

Além de Grohe, outros dois nomes vêm brilhando na meta do tricolor. O montenegrino Vinícius Machado, 18 anos, é o titular do gol gremista na categoria sub-20. No elenco profissional feminino do Grêmio, a também montenegrina Suelen Flores, a Suka, é uma das destaques do time.

Montenegro sempre “revelou” bons goleiros. Apaixonado pelo esporte e guarda-redes há quase duas décadas, Edison Roberto Zang, o Edinho, 43 anos, destaca a importância da função para um time e para uma partida. “O goleiro no futebol é o vilão o espetáculo. Porém, é o mais importante para seu time. Ele evita o objetivo de um jogo, que é o gol. Quando conseguimos fazer isso, ajudando nossas equipes com grandes defesas, é um sentimento de satisfação pessoal”, ressalta.

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Edinho começou como goleiro por necessidade e hoje não se vê fora da posição. Foto: arquivo pessoal Edison Zang

Na infância, Edinho começou a jogar futebol como jogador de linha, mas aos 24 anos foi para o gol devido a um problema existente em muitas escolinhas e equipes. “Virei goleiro porque sempre faltava alguém para atuar na função. Além disso, sempre gostei de atuar no gol, principalmente no futsal. Muitas vezes, o goleiro é o protagonista de uma partida e isso atrai as atenções. Hoje não me vejo fora dessa posição”, acrescenta.

Assim como as outras posições, o goleiro tem várias dificuldades e mais responsabilidade do que praticamente todos os seus companheiros. “Não é difícil ser goleiro. O difícil é ser um bom goleiro. Atualmente, temos bolas mais rápidas, campos em que a área do goleiro não tem grama. Em dias de chuva, a bola fica escorregadia, mas é isso que nos dá a emoção, e a dificuldade vira desafio”, salienta Edinho, que segue na ativa, tanto no salão quanto no campo.

Além de todas as questões que dificultam a vida de um goleiro dentro das quatro linhas, o arqueiro de 43 anos considera o preço das luvas abusivo. “Outra dificuldade é o alto preço das luvas. Uma luva boa custa 250 reais, e dura um campeonato, no máximo um ano”, lamenta.

Uma posição de riscos e compromisso com a equipe
Ser goleiro é muito mais que parar o ataque adversário. Envolve riscos e compromisso com a equipe. Esse é o lema do montenegrino Fabiano Zanette, o Chiclé, 44 anos, que exerce a função há mais de três décadas. “Jogo no gol desde os 12 anos. Atuar na posição significa assumir riscos, ter comprometimento com o time. Você é o único que não pode falhar”, enaltece.

Figura bastante conhecida nos gramados da cidade, Chiclá tem como ídolo o ex-goleiro Taffarel, que fez história pelo Inter e pela Seleção Brasileira. Para o arqueiro montenegrino, ter ritmo de jogo é fundamental para um goleiro. “Se você joga seguidamente e consegue treinar com frequência, as dificuldades diminuem. O desafio fica maior quando você joga poucas vezes na semana e não consegue treinar. Goleiro precisa de ritmo”, completa o experiente guarda-redes.

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Titular do Inter, Danilo Fernandes esteve em Montenegro pela última vez em 2016

Montenegro, terra de arqueiros
O município não forma bons goleiros por acaso. Em Montenegro está situada a Poker — loja de materiais esportivos e patrocinadora de muitos goleiros da Série A do Campeonato Brasileiro, como Vanderlei, do Santos; Jaílson, do Palmeiras; Sidão, do São Paulo; Magrão, do Sport; Léo, do Grêmio; Douglas Friedrich, do Bahia; Danilo Fernandes, do Inter; e Weverton, do Palmeiras. Os três últimos, inclusive, já visitaram a cidade e a loja oficial.

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