O jovem de 16 anos demonstra vocação como goleiro desde pequeno

Promessa da cidade. Felipe Petry conta com o incentivo do pai para se firmar na equipe sub-17 do Novo Hamburgo

Quando deu seus primeiros toques na bola, o garoto Felipe Lermen Petry já deixou claro em que posição gostaria de jogar ao se tornar maior. Hoje, aos 16 anos, o goleiro vem provando a cada dia que é uma das principais promessas da cidade em sua posição. Atualmente defendendo as cores do Novo Hamburgo, o jovem conta com o incentivo do seu pai, José Fernando Petry, para dar sequência ao sonho de se tornar jogador profissional.

Felipe chegou ao Nóia no final de fevereiro, depois de um ano jogando pelo Ivoti. Antes, o goleiro atuou por duas temporadas e meia no Fera, onde chegou no final de 2013. Porém, seu início no futebol como arqueiro aconteceu bem mais cedo, na escola e em casa. Aos sete anos, ele já se atirava na grama, na areia e no piso de casa, para defender as bolas chutadas por amigos e familiares.

Com o encerramento dos trabalhos do Fera com a categoria 2001, no início do ano passado, Felipe ficou sem time para atuar e pensou até em parar de jogar. Entretanto, logo após o título da Copa Teutônia pela equipe montenegrina, o goleiro recebeu um convite do Vasco, de Portão, para disputar um amistoso contra o Ivoti. Na oportunidade, Felipe acabou sofrendo três gols, mas as seis defesas difíceis feitas por ele chamaram a atenção da comissão técnica do Ivoti. “Logo após o jogo, vieram falar comigo para fazer testes de uma semana no Ivoti”, lembra.

Porém, a avaliação que duraria uma semana acabou sendo de apenas dois dias. Bastaram poucos treinamentos para a comissão técnica do Ivoti aprovar o goleiro e incluí-lo no plantel. Pelo clube, Felipe disputou o Campeonato Gaúcho da FGF. No estadual, o time do montenegrino foi eliminado pelo Grêmio nas quartas de final. No fim de 2016, Felipe acertou sua saída do Ivoti.

Nos últimos dias de fevereiro deste ano, o montenegrino recebeu o convite de um amigo para fazer testes no Lajeadense. Antes disso, foi fazer uma avaliação no Novo Hamburgo. Acabou gostando da estrutura do clube, agradou a comissão técnica e já se instalou no Vale do Sinos. Atualmente, Felipe mora em São Leopoldo com uma família de amigos e estuda na Escola Olindo Flores da Silva também na cidade de São Leopoldo. Ele está no terceiro ano do Ensino Médio.

No Nóia, o goleiro vem buscando seu espaço nesses primeiros meses. Incorporado ao elenco sub-17 do anilado, Felipe ainda não assumiu a titularidade, pois a concorrência é grande. Neste momento, ele disputa a posição com outros cinco goleiros, dois da sua idade e três mais velhos. Em Novo Hamburgo, o montenegrino está jogando o Campeonato Gaúcho, a Sulicampe e a Lifuga.

A altura é uma das vantagens de Felipe sobre seus concorrentes. Com 16 anos completos no dia 18 de março, a cria de Montenegro mede 1,84m. Além da boa estatura, outras qualidades são destacadas pelo goleiro. “Tenho agilidade e reflexo. A minha saída do gol também é uma virtude, aprendi muito no futsal”, ressalta. Por outro lado, Fernando elogia a tranquilidade do filho nas partidas. “A frieza do Felipe é algo. Ele é uma geladeira em campo. O preparador de goleiros do Ivoti também destacou isso”, acrescenta.

Felipe e seu pai acreditam que o título gaúcho do time profissional do Novo Hamburgo eleva o patamar do clube desde a base. Durante a campanha do título, pai e filho assistiram a dois jogos decisivos no Estádio do Vale, mas o contato com os profissionais foi bem mais próximo, segundo o jovem goleiro. “O convívio foi direto. Conversei bastante com o Matheus (goleiro do Nóia) nos treinos. Um dia antes da decisão, falei com ele no estádio e ele me disse: ‘vou jogar por todos vocês’. Ele é um espelho para todos nós. Ninguém dava nada por ele no início do ano”, destaca Felipe.

Além da qualidade e organização mostrada durante todo o Campeonato Gaúcho, outro aspecto foi fundamental para a conquista inédita do Nóia, na visão de Fernando Petry. “A vontade fez toda a diferença. Os caras comeram a grama. O presidente está ali sempre, conversa com todos”, enaltece.

O jovem de 16 anos demonstra vocação como goleiro desde pequeno

Pai é fundamental nas decisões de Felipe
Depois de deixar o Fera no início do ano passado, Felipe esteve bem próximo de abandonar o futebol e se dedicar exclusivamente aos estudos. Contudo, seu pai incentivou o garoto a continuar e foi atrás de novas opções para o goleiro de 16 anos. “Ele é muito importante para mim. Me apoia e está sempre comigo. Quando saí do Fera, pensei em parar e ele me aconselhou a tentar novamente. Meu pai sempre vai acompanhar os jogos”, enfatiza Felipe.

O goleiro montenegrino trabalha para assumir a titularidade da sub-17 do Nóia e se firmar no grupo

O pai da jovem promessa montenegrina quase foi jogador profissional de futebol nos anos 80, mas como não teve a possibilidade de seguir no esporte, sabe da vontade do filho e busca possibilitar a realização do sonho de Felipe. “A alegria dele é a nossa alegria também. Como não tive condições quando mais novo, busco dar essa oportunidade a ele”, afirma.

Fernando jogava futsal como pivô e era sempre destaque em torneios escolares. Com 13 anos, fez teste no Grêmio como meio-campista, passou, permaneceu no tricolor por um ano, indo e voltando toda segunda, quarta e sexta-feira. No segundo ano, os treinos seriam também nas terças e quintas, mas como o pai de Fernando não tinha condições financeiras de bancar tudo, o montenegrino precisou deixar a base gremista.

Felipe (segundo da esquerda, de pé) foi campeão da Copa Teutônia com o Fera em 2016. Depois do título, o garoto pensou em parar de jogar para se dedicar aos estudos

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