Operação da Receita foi batizada de "Tio Patinhas", uma referência ao personagem da Disney que guarda grandes quantias de dinheiro em sua mansão

Chegou a ser notícia em todo o Estado a história do montenegrino que declarou no Imposto de Renda ter guardado R$ 12 milhões em espécie em sua casa. O contribuinte foi colocado no topo da lista da Receita Federal para esclarecer o caso, visto que, apesar de não existir nenhuma restrição, possuir tamanho valor sempre acende um alerta.

Agora, o mistério foi resolvido. Conforme o delegado da Receita Federal, Leomar Padilha, o dado, na verdade, tratava-se de um erro de preenchimento na declaração. “Na realidade, não tinha nada”, afirma. O fato já era esperado pelos fiscais.

A falha foi corrigida, com a retificação, sem nenhuma sansão para o contribuinte. E não foi só ele que passou por essa situação. Em todo o Rio Grande do Sul, mais de 36 mil declarações deixaram o Fisco “com o pé atrás” devido aos valores declarados em espécie. Elas foram foco de uma operação batizada de “Tio Patinhos”, que buscou verificar possíveis irregularidades, primeiro por correspondência e, não havendo a correção, com ações in loco para confirmar a existência do dinheiro “guardado”.

Só em Montenegro, foram, ao todo, 220 casos do tipo. Conforme o delegado, 55 já retificaram seu Imposto de Renda para corrigir a informação.

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