Ricardo Luiz Pletsch fez questão de registrar o momento

Pilotos gaúchos, mineiros, catarinenses e até argentinos se reuniram para praticar o esporte

Diferencial da pista de Maratá, a “curva do pulinho” exige alto nível técnico dos pilotos

O final de semana foi agitado na cidade de Maratá. Dezenas de pilotos se reuniram para participar do 1° Drift Trike Solidário, que arrecadou cerca de 50 quilos de alimentos que foram doados à Emei Descobrindo a Vida, no Centro de Maratá. Sem viés competitivo, porém com muitos desafios, amigos e colegas de esporte desceram a lomba entre Uricana e o Centro de Maratá, na tarde deste sábado, 7, e durante todo o domingo, 8.

Dentre trike’s, longboard’s, slide’s e luge’s, homens, mulheres e até crianças dos mais variados locais aproveitaram o sol e o calor para praticar muito esporte. Voltando às pistas nessa descida, o organizador do evento, Celo Renner, de Ivoti, relata que o projeto do Trike Solidário será realizado em mais cidades do Estado. “Isso ajuda o município e traz mais pilotos de fora para confraternizar”, diz.

Pilotos de Minas Gerais, Santa Catarina e Argentina, além de outros municípios do Rio Grande do Sul, vieram em peso para Maratá, e um dos incentivos pra essa participação é a “Curva do Pulinho”, que muitos comentavam entre si. “A curva de pulinho na cidade de Maratá é uma das curvas que tem um nível técnico muito alto, então ela é conhecida no País inteiro. Ela é uma curva que quando você está nela, ela tem um pulinho que te joga pro lado, então exige muito do piloto”, conta Renner.

Nahuel, Cristiano e Tuca ficaram amigos devido ao drift trike

Segundo Celo, o esporte envolve muito a família, e geralmente todos os pilotos se conhecem. “É muito comum você ver, por exemplo, esposa e marido competindo junto, filho também”, explica. Pelo percurso diversos espectadores levaram suas cadeiras de praias e foram olhar aquela inusitada corrida. Ricardo Luiz Pletsch, 54, aproveitou o momento. “Eu sempre quis assistir as descidas, mas nunca tive oportunidade, sempre tive compromisso. Aí fiquei sabendo do evento na internet e aproveitei pra fazer duas coisas, caminhada e assistir”, diz.

Com a sua garrafa de água, Ricardo se posicionou estrategicamente para tirar boas fotos dos pilotos. Incentivador do esporte, ele comenta que achou muito legal a iniciativa. “É interessante, pelo menos o esporte é uma coisa saudável que as pessoas aproveitam e ao mesmo tempo é lazer, e no caso deles têm a adrenalina também”.

Pelo esporte, vale a pena
Há cinco anos praticando o drift trike, Cristiano Klos, de Pareci Novo, reuniu-se com a família e os amigos para participar de mais um evento. Vice-campeão na categoria Speed e campeão na Slide no ano passado pelo Campeonato Gaúcho, o piloto considera os eventos solidários como uma via de mão dupla. “Tu ajuda a quem está precisando na cidade, e a cidade nos ajuda liberando a pista pra usarmos”.

Cristiano já desceu em pistas dos mais variados locais, como Argentina e Santa Catarina, mas considera a de Maratá uma das melhores. “A curva do pulinho é o diferencial, praticamente tira as três rodas do ar e é um desafio”, comenta.

Mais de 40 pilotos participaram do evento no domingo

De Catamarca, na Argentina, percorrendo uma distância de 1.800 km, vieram os amigos Marcos Leiba, mais conhecido como Tuca, e Nahuel Lingua. Já conhecedores das pistas brasileiras, os dois relatam que pelo trike, vale a pena sair. “As pessoas me motivam a praticar esse esporte, é um ambiente muito bom, digamos que é um estilo de vida”, declara Tuca.

Segundo ele, a pista de Maratá é muito boa e exige muita técnica do piloto. Mesmo praticando o esporte há seis anos, o cuidado sempre é tomado. Além disso, os dois também fabricam quadros de trike. O de Cristiano mesmo foi feito por Tuca e Nahuel, que se orgulham do processo. “É um pouco difícil construir, basicamente usamos tubos e fazemos os quadros”, completa o argentino Nahuel.

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