Pelo site, interessados podem escolher produtos coloniais que desejam comprar

Agricultores podem se registrar junto aos escritórios locais da Emater

Culturas seguem seu ciclo natural apesar da pandemia, e produtores precisam vender a produção

Fazer as compras de hortifrútis e outros produtos coloniais sem sair de casa. É essa a facilidade que possibilita a Feira Virtual da Agricultura Familiar (Fevaf). A plataforma criada pela Emater/RS-Ascar em parceria com a secretaria estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural é um alternativa de escoamento da produção por meio do ambiente virtual durante o período de isolamento social e restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus. O espaço pode ser acessado pelo site www.emater.tche.br/site/fevaf.

De acordo com o presidente da Emater, Geraldo Sandri, na plataforma estão sendo cadastradas as agroindústrias e demais produtores que têm produção para vender diretamente ao consumidor. No espaço virtual é possível encontrar diferentes tipos de produtos produzidos em diversas partes do Rio Grande do Sul. Já são mais de 500 agroindústrias e agricultores cadastrados. Do Vale do Caí, há produtores de Brochier, Pareci Novo, Capela de Santana, Portão e outros municípios inscritos no site.

As agroindústrias e os agricultores familiares interessadas em serem divulgadas na plataforma devem entrar em contato com o escritório da Emater de sua cidade para preencher o formulário e serem incluídos. Em breve, o cadastro poderá ser feito pelo próprio agricultor, diretamente no portal.

Wilhelm viu pedido de clientes fixos cair desde o início da pandemia e busca
formas de arrumar novos consumidores para não perder os frutos colhidos

A gerente técnica adjunta da Emater, Luana Machado, explica que a plataforma não se trata de um espaço de comercialização. “É apenas uma plataforma para conectar consumidores a produtores”, reforça. Pelo site, o consumidor pode pesquisar pelo nome da agroindústria, Município e/ou produto. Uma vez determinadas as especificidades, é apresentada uma lista dos produtores que se encaixam no perfil desejado e os respectivos contatos para se acertar detalhes da negociação como quantidade, valor e forma de entrega.

No portal da feira virtual também são apresentadas dicas de alimentação e de prevenção e enfrentamento à Covid-19 para os produtores, transportadores e consumidores.

Congelar os morangos e vendê-los fracionados é uma das formas que Wilhelm achou para escoar sua safra

Oportunidade para escoar a produção
Como a natureza segue seu curso apesar dos percalços vividos pela civilização, as estufas de morangos de Wilhelm Wentz seguem produzindo. Nas quatro estufas que ele possui, algumas mudas estão começando a florir e outras tantas já possuem frutos. Na busca por uma opção de escoar sua produção após a queda de pedidos de clientes fixos, o produtor de Linha Tigre, no interior de Brochier, encontrou na Feira Virtual da Agricultura Familiar uma oportunidade. “Acho que o site foi uma boa ideia, até para buscar outros mercados”, afirma.

Além de morangos, Wilhelm e sua família também produzem maracujá e aipim. Inclusive, ele conta com a possibilidade de entregar produtos em Montenegro, onde já realiza entregas para pizzarias e outros estabelecimentos. Em razão da pandemia, os pedidos desses clientes reduziram e o produtor se viu com cerca de 200 quilos de morangos retidos. Por isso, a busca por novos mercados.

Sobre os morangos já colhidos, o produtor conta que sua opção foi de congelar as frutas e, agora, buscar comercializá-los em embalagens de 200 gramas para clientes que desejam fazer sucos ou shakes. “Tem uma saída boa, mas não com a mesma facilidade que eu vendo o in natura”, comenta Wilhelm sobre os morangos congelados. O mesmo está acontecendo com o maracujá, que não está tendo muita saída na Central de Abastecimento (Ceasa) de Porto Alegre, onde ele era vendido. A polpa dessa fruta também está sendo congelada.

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